domingo, 3 de maio de 2009

Nós nos medimos diante dos nossos sonhos impossíveis de perfeição; diante do paraíso delirante (sermos sempre sãos, sermos sempre sem temores e sem dores, sermos sempre satisfeitos) e somos achados em falta. Descobrimos então que fomos punidos. Todo sofrimento é punição. Partimos então para descobrir as razões para este castigo. “Deus misericordioso, pecamos contra TI. Tem compaixão de nós”.
Aviad Kleinberg.

Pode um fracassado segundo os padrões dos homens, que se auto-entitulam espirituais, ainda assim ser usado por Deus? E se a resposta for sim, o que levaria este Deus a querer usar tal indivíduo? Estaria Deus mais interessado em um coração que se rende ao seu amor de uma forma humilde e contrita, do que a homens que pensam que seus sacrifícios religiosos pagarão a atenção de Deus?


Neste evangelho de trocas, o que se vê é o que vale e o amor a Deus dá lugar ao amor ao "Eu deus".


Quem pode julgar? Quem sabe a medida da espiritualidade alheia? Quem aí pode me dizer quem está certo e quem está errado neste mundo meu onde só vejo o que quero ver?


E se eu estiver errado? E se minha visão estiver embaçada pelo orgulho? Poderia eu, cego, ter matado o certo por não enxergar a verdade?


Em meio a esta tempestade, tantos olhos testemunham nosso medo em fracassar e alguns at'e torcem pra que esta pequeno barco nao chegue ao porto chamado liberdade.