domingo, 27 de junho de 2010

A Atração Irresistível da Transgressão.

Era o dia ou a véspera de Natal de 1984 quando assisti a Gremlins, de Joe Dante, pela primeira vez. Desapareci no sacramento da escuridão, e dali vi o protagonista receber um presente de Natal extraordinário, uma maravilha, um animal de fábula invadindo o tecido do século XX. Porém, como todo herói, o protagonista é imediatamente lembrado de que nenhum presente é inequivocamente propício, porque vem embalado em responsabilidades que se mostrarão embaraçosas ou terríveis. O pequeno mogwai de Gremlins vinha acompanhado de três recomendações simples: o rapaz não deveria expor o animalzinho à luz intensa (especialmente a luz do sol), não deveria deixar que ele se molhasse e nunca – absolutamente nunca – deveria alimentá-lo depois da meia-noite.

É com irrestrito deleite que a audiência acompanha quando são proferidas e repetidas essas proibições, porque nós que acompanhamos a história sabemos – absolutamente sabemos – que cada uma delas será espetacularmente transgredida, e cada uma delas colaborará à sua maneira para a acentuação do conflito e (portanto) o desdobramento da história.

O conteúdo de toda proibição é necessariamente arbitrário; “nunca coma esta fruta” faz tanto sentido dramático quanto “nunca ande sozinho na floresta” ou “nunca visite a ala oeste do castelo”. O conteúdo da interdição tem pouca importância, porque sua função é mecânica: levar a engrenagem da história a conectar-se com o dente seguinte.

Não faz diferença se se passaram dez mil anos ou cinco minutos de bem-aventurança até o homem apertar o fruto proibido entre os lábios. A transgressão veio à luz, como sempre acontece, no exato momento em que nasceu a proibição. A Narrativa sabe disso, Deus não tinha como deixar de saber.

Por Paulo Brabo

O Quarto do Mistério.


O quarto proibido é sempre aquele em que a gente quer entrar. A mulher do Barba Azul não se contentou com os 99 quartos e as 99 chaves: foi logo para o centésimo quarto com a centésima chave, o único quarto onde ela não tinha permissão para entrar. Assim somos nós, seres fascinados pelo mistério e pelo proibido. A razão para esse gosto eu não entendo, mas sei que é com ele que a alma humana é feita.

http://www.rubemalves.com.br/oquartodomisterio.htm

domingo, 6 de junho de 2010

CLIQUE EM CIMA DO TEXTO.


UM OLHAR PODE TUDO MUDAR!


Olhares escondem, explicam, cativam, constrangem, motivam, conquistam...

Mas existem simples olhares, capazes de mudar nosso dia; nos fazem querer ser melhores, nos levam a fazer o bem, e nos lembram que no princípio, esta era a idéia principal:

O OLHAR DE UMA CRIANÇA!