sexta-feira, 26 de março de 2010

Levantando vôo!

Algumas ações exigem coragem e é necessário coragem para se tomar decisões importantes. Estas decisões estão sempre a nossa porta e é aquilo que decidimos que tornará quem seremos. A coragem para tomar alguma decisão importante pode vir de uma informação que nos leve a querer mudar uma circunstância exterior.

Uma mãe ao ver seu filho se afogando, cheia de coragem se lança na água para salvá-lo. Informação que gera coragem e nos leva a agir.

Após alguns meses insatisfeito com meu trabalho, não por causa da quantidade, mas por estar fazendo algo muito diferente daquilo que eu sentia ser o chamado de Deus pra minha vida, resolvi trocar a vida de vendedor de pisos pela de seminarista em um treinamento missiológico de um ano em São José dos Campos.

Antes do fim do treinamento, fui informado da necessidade de missionários na Bósnia, especialmente para trabalhar com jovens e implantação de igrejas e estudos bíblicos. Eu já havia recebido o convite do presidente da missão para trabalhar com ajuda humanitária no nordeste do Brasil recebendo estrangeiros, mas toda vez que eu assistia ao vídeo informativo da missão na Bósnia, algo muito forte me comovia de uma forma inexplicável. Eu simplesmente não conseguia me conter e toda vez que a musica de abertura do vídeo começava, eu caía no choro.

Quando Deus toca nosso coração com amor pela sua obra, este sentimento acaba se tornando mais forte do que qualquer outra coisa. Não se pensa em nada mais, não se deseja nada mais a não ser cumprir este sonho e agradar aquele que nos chamou.

Isso tem muito a ver com o amor de Deus por nós. O amor de Deus nos constrange ao ponto de desejarmos ardentemente retribuir a este amor. Não que ele nos obrigue a isso e nem mesmo imponha algo nesse sentido, pois seu amor por nós é incondicional, mas largaríamos tudo para realizar este propósito.


Vida de missionário começa com uma visão, um sonho que acreditamos ser de Deus. E assim como todo sonho, é cheio de brilhos e conquistas, de vôos altos. Mas logo nos damos conta de que pra voar, é necessário estar com os pés no chão.

Costumo dizer que tem que ser muito insistente para se fazer a obra de Deus transculturalmente, por que são tantas as dificuldades que se levantam e obstáculos, que se você não tem mesmo certeza do seu chamado, provavelmente não irá agüentar o tranco.

Se não fosse apenas a parte espiritual, onde é claro, potestades do mal farão o possível para impedir sua ida ao campo missionário, ainda há o fato de que alguns irmãozinhos “abençoados” colocarão em prova seu chamado, sua reputação e tudo o que for preciso para cortar suas asinhas.

David Wilkerson escreveu em um antigo livro chamado “Homem, estou cheio de problemas”, o seguinte: através da bíblia e da vida, homens importantes soergueram-se do medo e dos erros, para posições de liderança e de responsabilidade.


Jamais desanime de fazer a obra de Deus por causa de seu passado, ainda que não seja tão passado assim. Lembre-se: “Quando Deus nos chama para sua obra, é capaz de nos trazer de volta para si e nos ensina a transformar nossas derrotas em triunfos. “

terça-feira, 23 de março de 2010

1,2,3 TESTANDO...

Todo homem deve fazer alguns testes na vida, pois os testes nos levarão a entender o processo de algumas coisas que nos ajudarão a redirecionar metas e traçar novos planos.

O inventor, por exemplo, de testes em testes vai anulando as falhas e descobrindo após cada teste, uma maneira mais adequada de se chegar ao resultado esperado.

Deus, o criador, também nos prova e nos testa, claro que sempre com a intenção de aprovar.

O salmista pede para ser provado pelo Senhor, "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmos 26:2"

Eu não caio mais no infantil engano de achar que estarei sempre agradando, mesmo quando todos sorrirem para mim. Farei testes sim, pois a vida passa e a luta é de cada um.

Só eu sei o que eu preciso e o que guardo dentro de mim.

Jamais pensarei que não preciso de ninguém, mas certamente não precisarei de todos.


"Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio."
"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."
1 Corintios 11:18,19
Se Deus me testa, também me dou o direito de fazer alguns testes, para obter o resultado esperado, por Ele.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Momentos e momentos...

É interessante como fomos levados a crer que, para se viver bem, precisamos de dinheiro. Claro que o dinheiro ajuda em muitas ocasiões, não estou dizendo aqui que podemos viver sem ele. O que eu realmente quero dizer é que existem momentos na vida em que o que importa é a nossa atitude.

Por exemplo, ao chegar em um lugar onde alguém não vai muito com a nossa cara, temos a tendência de nos retrair, nos fechar e nos armar contra qualquer ataque. Esta atitude de defensiva acaba por anular quem realmente somos e isso com certeza prejudicará nossa qualidade de tempo naquele lugar.

Uma atitude tanto mental, quanto prática, pode e muito melhorar o ambiente que estivermos. Tudo muda quando o foco dos meus pensamentos não se prende às dificuldades, mas sim em aproveitar aquele momento da melhor forma possível.

Fazer o bem, manter a mente limpa de maus pensamentos, sorrir para a vida, isso tudo nos fará viver melhor e curtir a vida, sem precisar de dinheiro.

Pode acreditar!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Galho ou raíz?

Algumas pessoas são galhos, outras são raízes.
A raíz tem o dever de manter a árvore, o galho de perpetuá-la.
Como disse o poeta, " As raízes são galhos que penetram fundo na terra. Os galhos são raízes que se estendem para o alto do ar."
Ambas as funções são indispensáveis para que a árvore dê frutos.
Assim somos nós importantes para qualquer organização.
Uns para mantê-la, outros para dar continuidade. Uns para dar firmeza a base e solidificar, outros para edificar, multiplicar.

No fim das contas, tudo é árvore. Todos são importantes, pois qual a função da ávore, senão a de dar seus frutos? E como poderia dá-los sem a ajuda das raízes, ou sem os galhos para conduzir a seiva até suas folhas e frutos?
Seja raíz ou galho, todos fomos chamados a frutificar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


Olhe para dentro de si;



Todo caminho percorrido até agora,

toda escolha, atitudes e pensamentos,

te moldaram, desfizeram e criaram.



O que você faz com seu livre arbítrio importa!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


"Se você acerta toda vez, o alvo está próximo demais ou é muito grande."

(Tom Hirshfield)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Reino de Deus: sua origem, características e seus sinais.

No Judaísmo
O Reino de Deus é freqüentemente referido no Tanakh. Este conceito está muito ligado à crença judaica de que Javé (Deus) iria restaurar a nação de Israel. Aliás, o Reino de Deus foi prometido por Javé ao Rei David de Israel. Também no Tanakh, Javé é apresentado como o verdadeiro Rei de Israel, sobretudo a partir da monarquia, quando são ungidos reis para gover­na­rem o povo em nome de Javé. Neste caso o Reino de Deus é mais um reino material com características políticas, ou seja um reino deste mundo, assemelhando-se a uma monarquia teocrática. Porém, depois do Exílio na Babilônia, o conceito de Reino de Deus foi espiritualizado, passando o culto de Javé a ser predominantemente religioso e universal. Esta espiritualização deveu-se muito ao esforço e trabalho de vários profetas judeus.

No Cristianismo
Entre os teólogos cristãos existem conceitos divergentes, mas não incompatíveis quanto ao que é concretamente o Reino de Deus, que podemos sintetizar em três pontos:
· Um governo real e/ou universal de Deus estabelecido no Céu e também na Terra completamente renovada no fim dos tempos, no dia do Juízo final e com existência eterna;
· Uma condição interior de dimensão pessoal, de caráter espiritual, moral, mental e psíquico/psicológico, existente em todos aqueles que estão na graça de Deus e que seguem verdadeiramente a vontade de Deus e os ensinamentos e exemplo de Jesus Cristo;
· A Igreja Cristã.
Pelo menos segundo a doutrina da Igreja Cristã, o Reino de Deus tem simultaneamente uma dimensão pessoal, de caráter espiritual e mo­ral, em cada homem; e uma dimensão universal que se manifestará no fim dos tempos, no dia do Juízo Final, quando tudo se consumirá e estabelecerá uma nova Terra e um novo Céu, onde os justos vivem em Deus, com Deus e junto de Deus. Tal só irá acontecer quando o Reino, que já foi instaurado na Terra por Jesus, já estiver perfeito e suficientemente maduro.Os valores principais do Reino de Deus são a verdade, a justiça, a paz, a fraternidade, o perdão, a liberdade, a alegria e a dignidade da pessoa humana.

Reino de Deus e Reino dos Céus
Enquanto o evangelho segundo São Mateus se dirige aos judeus na maioria das vezes falando em Reino dos Céus, no evangelho segundo São Marcos e São Lucas falam sobre o Reino de Deus, expressão essa que tem o mesmo sentido daquela, ainda mais que inteligível para os que não eram judeus. O emprego de Reino dos Céus, no evangelho segundo São Mateus, certamente é devido à tendência, no judaísmo, de evitar o uso direto do nome de Deus. Na verdade é preciso entender que "Reino de Deus" em sua interpretação direta da palavra nos induz a uma verdade que não pode ser negada: o Reino é de Deus. Esta frase aponta para o Rei (Deus), enquanto a expressão "Reino dos Céus" aponta para a origem do Reino. Portanto em sua interpretação direta da palavra nos induz a uma verdade que também não pode ser negada: o Reino vem dos Céus, querendo isto dizer que o Reino não é feito de políticas nem de relações sociais terrenas. O Reino tornar-se-ia, portanto mais do que numa simples monarquia, mas sim numa grande família de amor onde o Pai (Deus) viverá em, com e junto dos seus filhos (os humanos bem-aventurados) e onde não irão existir mais súditos, governados, nem classes sociais distintas.

Anúncio e características do Reino
O Reino de Deus, que foi inaugurado na terra por Cristo, está destinado a acolher todos os homens, mas foi primeiramente anunciado aos filhos de Israel. Este Reino foi já anunciado por João Batista, que exortou as pessoas a arrependerem-se, porque está próximo o Reino dos Céus (Mt 3,2). Mais tarde, Jesus de Nazaré, o prometido Messias e Salvador da humanidade, foi batizado e Ungido (Lc 3,30-31), começando assim o seu ministério, que se centrou necessariamente em torno do Reino de Deus. Ele instruiu os seus apóstolos a pregar que está próximo o Reino dos Céus. Essas instruções seriam repetidas a todos os seus discípulos, a todos os cristãos (Mt 10,7; 24,14; 28,19-20; At 1,8). A Bíblia inteira gira em torno da vinda do Messias e do Reino do Deus. Por conseguinte, o Reino de Deus, que é uma grande realidade misteriosa, tem um grande sentido profético e missionário na vida da Igreja Cristã.Jesus, através de parábolas, convida todas as pessoas a entrar no Reino de Deus, ou seja, tornar-se discípulos d'Ele, para conhecer os mistérios do Reino dos Céus (Mt 13,11). Segundo o Catecismo da Igreja Católica, Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas. Para os que ficam "de fora" (Mc 4,11), tudo permanece enigmático. Jesus exorta os seus discípulos a buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e sua justiça (Mt 6,33).
O Reino de Deus, que não terá fim e que já está no meio de nós (Lc 17, 21), é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14,17); é o fim último ao qual Deus nos chama; é obra do Espírito Santo; e é também um império eterno que jamais passará e…jamais será destruído (Dn 7,14).Todas as pessoas que querem pertencer ao Reino de Deus precisam de converter-se, de realizar a vontade divina, de ter fé em Jesus e de acolher a sua palavra. De fato, Jesus convida todas pessoas à conversão (um pré-requisito para o acesso ao Reino), a renunciar o mal e o pecado (um grande obstáculo para o acesso ao Reino) e a arrependerem os seus pecados e experimentarem o ilimitado perdão e misericórdia de Deus. Este apelo constitui a parte fundamental do anúncio do Reino de Deus: "Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1,15). Este apelo à conversão é especialmente para os não-cristãos e os pecadores, pois Jesus afirma que não vim chamar justos, mas pecadores (Mc 2,17) e que Deus Pai sentirá imensa alegria no céu por um único pecador que se arrepende (Lc 15,7). Esta conversão e remissão dos pecados (Mt 26,28) só foi possível pelo sacrifício de Jesus, Filho de Deus Pai, na cruz, constituindo a suprema prova do amor que Deus tem pelos homens. Jesus afirmou que não entrará no Reino todo o que não o receber com a mentalidade de uma criança (Mc 10,15), quem não nascer de novo (Jo 3,3), aquele que não faz a vontade de meu Pai que está nos céus (Mt 7,21) e os injustos (1Cor 6,9).Para ter acesso ao Reino de Deus, é preciso passarmos por muitas tribulações (At 14,22) e também cumprir a Lei de Deus, porque aquele, portanto, que violar um só destes menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo [vai] ser chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus (Mt 5,17-19).As Bem-aventuranças, pregadas por Jesus no famoso Sermão da Montanha e que anunciam e revelam aos homens a verdadeira felicidade, são por isso também um grande anúncio da vinda do Reino de Deus através da palavra e ação de Jesus e também do caráter das pessoas que pertencem ao Reino. Jesus exorta as pessoas a seguir este caráter exemplar, para poderem depois entrar no Reino de Deus, ou seja, para obterem a salvação e a vida eterna.Uma vez inaugurada na Terra por Jesus, ninguém, nem mesmo Satanás, consegue travar e impedir a edificação e a realização final e perfeita do Reino de Deus. Mas, este Reino, enquanto não atingir a sua perfeição, é ainda atacado pelos poderes maus, embora estes já tenham sido vencidos em suas bases pela Morte na cruz e Ressurreição de Jesus. Satanás, um ser muito poderoso e maligno, só consegue atrasar a realização final do Reino na Terra, através do cultivo do ódio no mundo contra Deus. Este Reino, para grande desapontamento de muitos judeus da altura, não vinha restabelecer o reinado temporal de Israel e não é um reino deste mundo, ou seja, não é um reino com características políticas, mas sim com características predominantemente espirituais. Resumindo, o Reino de Deus, que cresce como uma semente que Deus coloca no coração de cada homem (dimensão pessoal), é a plena instauração da lei do amor a Deus e ao próximo e terá a sua realização final e perfeita na vida do mundo que há-de vir, na nova Terra e no novo Céu, implantado por Deus no fim dos tempos (dimensão universal).

Sinais do Reino

Jesus operou muitos milagres, prodígios e sinais (At 2,22), que provam que Ele é o Messias anunciado, o Filho de Deus e o Salvador enviado por Deus Pai e que o Reino de Deus está presente n'Ele e já está no meio de nós (Lc 17, 21). A operação destes sinais milagrosos, que pode ser ocasião de escândalo para alguns, tem por objetivo convidar as pessoas a crerem em Jesus e nas suas palavras. Aos que a Ele se dirigem com , concede o que pedem. Apesar dos seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns e até acusado de agir por intermédio dos demônios. Jesus, que não veio abolir todos os males da Terra, libertou ainda assim certas pessoas dos males terrestres da fome, da injustiça, da doença e da morte, antevendo assim que, quando chegar na altura da realização final do Reino de Deus, todos estes males irão desaparecer. Aliás, Jesus operou sinais messiânicos veio para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os entrava em sua vocação de filhos de Deus e causa todas as suas escravidões humanas. Os exorcismos que Jesus efetuou libertaram homens do domínio dos demônios, afirmando que se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós (Mt 12,28). Isto prediz também que o advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás e antecipa a grande vitória de Jesus sobre "o príncipe deste mundo".Jesus, embora não curou todos os doentes do mundo, curou ainda assim vários enfermos, incluindo leprosos, que naquela altura eram isolados e altamente discriminados. Estas curas eram sinais da vinda do Reino de Deus e anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte pela Ressurreição de Jesus. Na cruz, Cristo tomou sobre si todo o peso do mal e tirou o "pecado do mundo" (Jo 1,29). A entrada de Jesus em Jerusalém, a Transfiguração e a Ascensão de Jesus são também sinais da vinda do Reino e do começo da consumação do desígnio de Deus sobre a sua Criação (o estabelecimento do Reino de Deus). Resumindo, o Reino de Deus manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo.