Dia desses, flagrei-me triste de tão solto. Faz tempo que me incomoda uma leveza ruim. Sinto meus afetos pulverizados por todas as minhas partidas. Não sei o que é viver mais que cinco anos em um mesmo lugar.
Invejo os velhos amigos. Meus velhos já não são tão amigos. Boquiaberto e silente, observo o desconhecido mundo daqueles que convivem desde há muito. Nem tenho sotaque, nem grandes e antigas amizades, nem velhas memórias da mesma história, nem o silêncio da intimidade que prescinde das palavras e nem as conquistas que demandam tempo.
O tempo? Nada dele sei. Sei do espaço. Percorro tantos quanto fôlego precisar para do tempo fugir. Sei do Rio, Fortaleza, São Paulo, Curitiba, Brasília. Mas de ontem eu me esqueci. Não tenho ontem. Tenho somente lugares.
Despedi-me de todos os meus amigos. Sou um Sísifo dos afetos. Ah! Sei tudo de recomeço. Condenei-me a sempre empurrar morro acima minhas novas histórias, amizades e projetos. Quando chego, já estou indo. Se você precisar de conselhos sobre como reiniciar a vida, pergunte-me. Contanto que nada queira saber sobre conclusões. Nada sei sobre os dias seguintes.
Talvez por isso tenha aprendido a amar as corridas de rua. Esporte dos solitários. Daqueles que conseguem ir mesmo que desacompanhados. Daqueles para quem importa mais ir que ficar. Cada corrida é uma despedida e toda chegada é provisória. A alegria da medalha apenas indica a próxima aventura. Somente quem nunca chega o bastante está apto para ser um corredor de rua.
Mas sou bom de conversa. Tenho muitas histórias para contar, caso aceite minhas várias e avulsas memórias. Mas por favor, como já combinamos, não me pergunte sobre depois. Toda sequência é para mim uma incógnita.
Sinto-me um Don Juan. Aprendi a seduzir, mas não sei não me despedir. Medo de chegar? Medo de nunca chegar? Medo de chegar aonde realmente quero? Talvez. Tais vezes.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Digno de ser lembrado.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu também não te condeno
Pode procurar que você não vai achar. Não importa aonde vá, estou absolutamente convencido de que há duas coisas que você nunca vai achar. Você pode correr o mundo e o tempo, e tenho certeza que jamais conseguirá achar alguém que não se envergonhe de algo em seu passado. Para qualquer lugar que você vá, lá estarão elas, as pessoas que gostariam de apagar um momento, uma fase, um ato, uma palavra, um mínimo pensamento. Todo mundo tenta disfarçar, e certamente há aqueles que conseguem viver longos períodos sem o tormento da lembrança. Mas mesmo estes, quando menos esperam são assombrados pela memória de um ato de covardia, um gesto de pura maldade, um desejo mórbido, um abuso calculado,enfim, algo que jamais deveriam ter feito, e que na verdade, gostariam de banir de suas histórias ou, pelo menos, de suas recordações.Isso é uma péssima notícia para a humanidade, mas uma ótima notícia para você: você não está sozinho, você não está sozinha.
Inclusive as pessoas que olham em sua direção com aquela empáfia moral e sugeremgrampeada pela sua arrogância e selada pelo medo do escândalo, da rejeição e da condenação no tribunal onde a justiça jamais é vencida. Você não está sozinho. Você não está sozinha. Não importa o que tenha feito ou deixado de fazer, e do que se arrependa no seu passado, saiba que isso faz de você uma pessoa igual a todas as outras: a condição humana implica a necessidade da vergonha.A segunda coisa que você nunca vai encontrar é um pecado original. Não tenha dúvidas, o mal que você fez ou deixou de fazer está presente em milhares e milhares de sagas pessoais. Não existe algo que você tenha feito ou deixado de fazer que faça de você uma pessoa singular no banco dos réus – ao seu lado estão incontáveis réus respondendo pelo mesmíssimo crime. Talvez você diga, “é verdade, todos têm do que se envergonhar, mas o que eu fiz não se compara ao que qualquer outra pessoa possa ter feito”. Engano seu. O que você fez ou deixou de fazer não apenas se compara, como também é replicado com absoluta exatidão na experiência de milhares e milhares de outras pessoas. Isso significa que você jamais está sozinho, jamais está sozinha, na fila da confissão.Talvez por estas razões, a Bíblia Sagrada diz que devemos confessar nossas culpas uns aos outros: os humanos não nos irmanamos nas virtudes, mas na vergonha. Este é o caminho de saída do labirinto da culpa e da condenação: quando todos sussurrarmos uns aos outros “eu não te condeno”, ouviremos a sentença do Justo Juiz: “ninguém te condenou? Eu também não te condeno”.É isso, ou o jogo bruto de sermos julgados com a medida com que julgamos. A justiça do único justo reveste os que têm do que se envergonhar quando os que têm do que se envergonhar desistem de ser justos.
cinicamente que você é um ser humano de segunda ou terceira categoria, carregam
uma página borrada em sua biografia
Por Ed René Kivitz
sexta-feira, 26 de março de 2010
Levantando vôo!
Algumas ações exigem coragem e é necessário coragem para se tomar decisões importantes. Estas decisões estão sempre a nossa porta e é aquilo que decidimos que tornará quem seremos. A coragem para tomar alguma decisão importante pode vir de uma informação que nos leve a querer mudar uma circunstância exterior.
Uma mãe ao ver seu filho se afogando, cheia de coragem se lança na água para salvá-lo. Informação que gera coragem e nos leva a agir.
Após alguns meses insatisfeito com meu trabalho, não por causa da quantidade, mas por estar fazendo algo muito diferente daquilo que eu sentia ser o chamado de Deus pra minha vida, resolvi trocar a vida de vendedor de pisos pela de seminarista em um treinamento missiológico de um ano em São José dos Campos.
Antes do fim do treinamento, fui informado da necessidade de missionários na Bósnia, especialmente para trabalhar com jovens e implantação de igrejas e estudos bíblicos. Eu já havia recebido o convite do presidente da missão para trabalhar com ajuda humanitária no nordeste do Brasil recebendo estrangeiros, mas toda vez que eu assistia ao vídeo informativo da missão na Bósnia, algo muito forte me comovia de uma forma inexplicável. Eu simplesmente não conseguia me conter e toda vez que a musica de abertura do vídeo começava, eu caía no choro.
Quando Deus toca nosso coração com amor pela sua obra, este sentimento acaba se tornando mais forte do que qualquer outra coisa. Não se pensa em nada mais, não se deseja nada mais a não ser cumprir este sonho e agradar aquele que nos chamou.
Isso tem muito a ver com o amor de Deus por nós. O amor de Deus nos constrange ao ponto de desejarmos ardentemente retribuir a este amor. Não que ele nos obrigue a isso e nem mesmo imponha algo nesse sentido, pois seu amor por nós é incondicional, mas largaríamos tudo para realizar este propósito.
Vida de missionário começa com uma visão, um sonho que acreditamos ser de Deus. E assim como todo sonho, é cheio de brilhos e conquistas, de vôos altos. Mas logo nos damos conta de que pra voar, é necessário estar com os pés no chão.
Costumo dizer que tem que ser muito insistente para se fazer a obra de Deus transculturalmente, por que são tantas as dificuldades que se levantam e obstáculos, que se você não tem mesmo certeza do seu chamado, provavelmente não irá agüentar o tranco.
Se não fosse apenas a parte espiritual, onde é claro, potestades do mal farão o possível para impedir sua ida ao campo missionário, ainda há o fato de que alguns irmãozinhos “abençoados” colocarão em prova seu chamado, sua reputação e tudo o que for preciso para cortar suas asinhas.
David Wilkerson escreveu em um antigo livro chamado “Homem, estou cheio de problemas”, o seguinte: através da bíblia e da vida, homens importantes soergueram-se do medo e dos erros, para posições de liderança e de responsabilidade.
Jamais desanime de fazer a obra de Deus por causa de seu passado, ainda que não seja tão passado assim. Lembre-se: “Quando Deus nos chama para sua obra, é capaz de nos trazer de volta para si e nos ensina a transformar nossas derrotas em triunfos. “
Uma mãe ao ver seu filho se afogando, cheia de coragem se lança na água para salvá-lo. Informação que gera coragem e nos leva a agir.
Após alguns meses insatisfeito com meu trabalho, não por causa da quantidade, mas por estar fazendo algo muito diferente daquilo que eu sentia ser o chamado de Deus pra minha vida, resolvi trocar a vida de vendedor de pisos pela de seminarista em um treinamento missiológico de um ano em São José dos Campos.
Antes do fim do treinamento, fui informado da necessidade de missionários na Bósnia, especialmente para trabalhar com jovens e implantação de igrejas e estudos bíblicos. Eu já havia recebido o convite do presidente da missão para trabalhar com ajuda humanitária no nordeste do Brasil recebendo estrangeiros, mas toda vez que eu assistia ao vídeo informativo da missão na Bósnia, algo muito forte me comovia de uma forma inexplicável. Eu simplesmente não conseguia me conter e toda vez que a musica de abertura do vídeo começava, eu caía no choro.
Quando Deus toca nosso coração com amor pela sua obra, este sentimento acaba se tornando mais forte do que qualquer outra coisa. Não se pensa em nada mais, não se deseja nada mais a não ser cumprir este sonho e agradar aquele que nos chamou.
Isso tem muito a ver com o amor de Deus por nós. O amor de Deus nos constrange ao ponto de desejarmos ardentemente retribuir a este amor. Não que ele nos obrigue a isso e nem mesmo imponha algo nesse sentido, pois seu amor por nós é incondicional, mas largaríamos tudo para realizar este propósito.
Vida de missionário começa com uma visão, um sonho que acreditamos ser de Deus. E assim como todo sonho, é cheio de brilhos e conquistas, de vôos altos. Mas logo nos damos conta de que pra voar, é necessário estar com os pés no chão.
Costumo dizer que tem que ser muito insistente para se fazer a obra de Deus transculturalmente, por que são tantas as dificuldades que se levantam e obstáculos, que se você não tem mesmo certeza do seu chamado, provavelmente não irá agüentar o tranco.
Se não fosse apenas a parte espiritual, onde é claro, potestades do mal farão o possível para impedir sua ida ao campo missionário, ainda há o fato de que alguns irmãozinhos “abençoados” colocarão em prova seu chamado, sua reputação e tudo o que for preciso para cortar suas asinhas.
David Wilkerson escreveu em um antigo livro chamado “Homem, estou cheio de problemas”, o seguinte: através da bíblia e da vida, homens importantes soergueram-se do medo e dos erros, para posições de liderança e de responsabilidade.
Jamais desanime de fazer a obra de Deus por causa de seu passado, ainda que não seja tão passado assim. Lembre-se: “Quando Deus nos chama para sua obra, é capaz de nos trazer de volta para si e nos ensina a transformar nossas derrotas em triunfos. “
terça-feira, 23 de março de 2010
1,2,3 TESTANDO...
Todo homem deve fazer alguns testes na vida, pois os testes nos levarão a entender o processo de algumas coisas que nos ajudarão a redirecionar metas e traçar novos planos.
O inventor, por exemplo, de testes em testes vai anulando as falhas e descobrindo após cada teste, uma maneira mais adequada de se chegar ao resultado esperado.
Deus, o criador, também nos prova e nos testa, claro que sempre com a intenção de aprovar.
O salmista pede para ser provado pelo Senhor, "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmos 26:2"
Eu não caio mais no infantil engano de achar que estarei sempre agradando, mesmo quando todos sorrirem para mim. Farei testes sim, pois a vida passa e a luta é de cada um.
Só eu sei o que eu preciso e o que guardo dentro de mim.
"Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio."
"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."
O inventor, por exemplo, de testes em testes vai anulando as falhas e descobrindo após cada teste, uma maneira mais adequada de se chegar ao resultado esperado.
Deus, o criador, também nos prova e nos testa, claro que sempre com a intenção de aprovar.
O salmista pede para ser provado pelo Senhor, "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmos 26:2"
Eu não caio mais no infantil engano de achar que estarei sempre agradando, mesmo quando todos sorrirem para mim. Farei testes sim, pois a vida passa e a luta é de cada um.
Só eu sei o que eu preciso e o que guardo dentro de mim.
Jamais pensarei que não preciso de ninguém, mas certamente não precisarei de todos.
"Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio."
"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."
1 Corintios 11:18,19
Se Deus me testa, também me dou o direito de fazer alguns testes, para obter o resultado esperado, por Ele.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Momentos e momentos...
É interessante como fomos levados a crer que, para se viver bem, precisamos de dinheiro. Claro que o dinheiro ajuda em muitas ocasiões, não estou dizendo aqui que podemos viver sem ele. O que eu realmente quero dizer é que existem momentos na vida em que o que importa é a nossa atitude.
Por exemplo, ao chegar em um lugar onde alguém não vai muito com a nossa cara, temos a tendência de nos retrair, nos fechar e nos armar contra qualquer ataque. Esta atitude de defensiva acaba por anular quem realmente somos e isso com certeza prejudicará nossa qualidade de tempo naquele lugar.
Uma atitude tanto mental, quanto prática, pode e muito melhorar o ambiente que estivermos. Tudo muda quando o foco dos meus pensamentos não se prende às dificuldades, mas sim em aproveitar aquele momento da melhor forma possível.
Fazer o bem, manter a mente limpa de maus pensamentos, sorrir para a vida, isso tudo nos fará viver melhor e curtir a vida, sem precisar de dinheiro.
Pode acreditar!
Por exemplo, ao chegar em um lugar onde alguém não vai muito com a nossa cara, temos a tendência de nos retrair, nos fechar e nos armar contra qualquer ataque. Esta atitude de defensiva acaba por anular quem realmente somos e isso com certeza prejudicará nossa qualidade de tempo naquele lugar.
Uma atitude tanto mental, quanto prática, pode e muito melhorar o ambiente que estivermos. Tudo muda quando o foco dos meus pensamentos não se prende às dificuldades, mas sim em aproveitar aquele momento da melhor forma possível.
Fazer o bem, manter a mente limpa de maus pensamentos, sorrir para a vida, isso tudo nos fará viver melhor e curtir a vida, sem precisar de dinheiro.
Pode acreditar!
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