sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Mal e a Religião.

Você condenaria um carvalho se sua madeira tivesse sido usada para fazer aríetes? Culparia o ar por permitir a transmissão de mentiras através dele? Julgaria A Flauta Mágica de Mozart com base em uma execução mal ensaiada por alunos da quinta série? Se você nunca viu um pôr-do-sol verdadeiro no Pacífico, permitiria que um prospecto de turismo fosse usado como substituto? Você avaliaria o poder de uma amor romântico com base em um casamento de vizinhos que trocam insultos?
Não. Uma avaliação completa da verdade da fé depende de um exame na água pura e cristalina, e não nos recipientes enferrujados.

Francis Collins (A Linguagem de Deus p.50)

domingo, 27 de junho de 2010

A Atração Irresistível da Transgressão.

Era o dia ou a véspera de Natal de 1984 quando assisti a Gremlins, de Joe Dante, pela primeira vez. Desapareci no sacramento da escuridão, e dali vi o protagonista receber um presente de Natal extraordinário, uma maravilha, um animal de fábula invadindo o tecido do século XX. Porém, como todo herói, o protagonista é imediatamente lembrado de que nenhum presente é inequivocamente propício, porque vem embalado em responsabilidades que se mostrarão embaraçosas ou terríveis. O pequeno mogwai de Gremlins vinha acompanhado de três recomendações simples: o rapaz não deveria expor o animalzinho à luz intensa (especialmente a luz do sol), não deveria deixar que ele se molhasse e nunca – absolutamente nunca – deveria alimentá-lo depois da meia-noite.

É com irrestrito deleite que a audiência acompanha quando são proferidas e repetidas essas proibições, porque nós que acompanhamos a história sabemos – absolutamente sabemos – que cada uma delas será espetacularmente transgredida, e cada uma delas colaborará à sua maneira para a acentuação do conflito e (portanto) o desdobramento da história.

O conteúdo de toda proibição é necessariamente arbitrário; “nunca coma esta fruta” faz tanto sentido dramático quanto “nunca ande sozinho na floresta” ou “nunca visite a ala oeste do castelo”. O conteúdo da interdição tem pouca importância, porque sua função é mecânica: levar a engrenagem da história a conectar-se com o dente seguinte.

Não faz diferença se se passaram dez mil anos ou cinco minutos de bem-aventurança até o homem apertar o fruto proibido entre os lábios. A transgressão veio à luz, como sempre acontece, no exato momento em que nasceu a proibição. A Narrativa sabe disso, Deus não tinha como deixar de saber.

Por Paulo Brabo

O Quarto do Mistério.


O quarto proibido é sempre aquele em que a gente quer entrar. A mulher do Barba Azul não se contentou com os 99 quartos e as 99 chaves: foi logo para o centésimo quarto com a centésima chave, o único quarto onde ela não tinha permissão para entrar. Assim somos nós, seres fascinados pelo mistério e pelo proibido. A razão para esse gosto eu não entendo, mas sei que é com ele que a alma humana é feita.

http://www.rubemalves.com.br/oquartodomisterio.htm

domingo, 6 de junho de 2010

CLIQUE EM CIMA DO TEXTO.


UM OLHAR PODE TUDO MUDAR!


Olhares escondem, explicam, cativam, constrangem, motivam, conquistam...

Mas existem simples olhares, capazes de mudar nosso dia; nos fazem querer ser melhores, nos levam a fazer o bem, e nos lembram que no princípio, esta era a idéia principal:

O OLHAR DE UMA CRIANÇA!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Valorização do Corpo.

Discernir o Corpo de Cristo na verdade tem uma grande relevância na obra de Deus transcultural.

Em primeiro lugar, saber qual meu papel neste corpo, qual minha função verdadeira, não aquela imposta por forças externas, pois ela podem causar lesões sérias.

Em segundo lugar, saber que o corpo do qual estamos falando, tem vários membros, alguns deles mais próximos, e outros, mais distantes. Mesmo assim, são parte do mesmo corpo do qual eu pertenço, e para o completo funcionamento deste corpo, todos são de igual importância.
Até mesmo os mais desprezados d0s membros, aqueles mais feinhos, são de imensa importância para meu corpo. O corpo, ligado por juntas, nervos, ossos que se interligam fazendo uma coisa só, um ser só, e só está completo, se estiver inteiro, uma única coisa.

Meu lugar no corpo é importante, mas não mais importante que o membro ao lado.

Soube de um homem que teve que amputar as duas pernas. Não deve ser fácil, aposto que não.
Algumas vezes precisamos perder algo para lhe dar o valor devido. E cada membro deste corpo foi planejado minusciosamente para exercer uma função única, singular. E por causa disso, sua extrema importância. "Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também". (1 Cor. 12:12)

Mesmo os membros mais afastados, precisam uns dos outros. Se somos a mão, não coçaremos as costas por estarem mais longe do que os pulsos? Tente coçar seu pulso direito com sua mão direita, vai perceber que é mais fácil coçar o ombro esquerdo. Atravessar de um lado para tocar um membro do outro lado, isso é fascinante!

Isso deveria servir para aqueles que pensam ser coração. E se mesmo o fossem, deveriam estar encarregados de bombear o sangue para todo o resto do corpo, até mesmo para os membros e órgãos mais longínquos.

Não entendeu ainda né? Deixe-me desenhar pra você.

Os irmão no Paquistão, no Marrocos, Na India... tem tanto valor para o corpo quanto eu. Sofrem um pouco mais, estão em lugares talvez menos privilegiados que eu. São membros calejados e que sofrem todo este atrito , para poder fazer o corpo caminhar, progredir. Assim como o dedo mínimo do pé, às vezes tão esquecido, desprezado e cheio de calos, mas de total importância para o equilibrio do corpo.

Agora eu entendo por que é importante discernir o corpo. Pois membro que não o faz, está provavelmente doente ou inativo. "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, pois é por não discernirmos o corpo de Cristo, que há entre nós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem." (1 Cor. 11: 28-30)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Reconhecimento do Corpo.

O reconhecimento do corpo “Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória” - Colossenses 3:3-4
Certas situações misturam o trágico e o cômico de forma interessante. É o caso da notícia veiculada pelo portal Terra, sob o título “Homem é chamado para reconhecer o próprio corpo”: Vitório Fagundes Rodrigues, 57 anos, foi chamado pela polícia para reconhecer o próprio corpo no Departamento de Medicina Legal (DML) de Porto Alegre (RS) e confirmar que não estava morto. Rodrigues foi assaltado em outubro de 2006, quando entregou o carro e um documento de identificação da empresa onde trabalha. O crachá não tinha sua foto, apenas seu nome e os de seus pais. Rodrigues viajou a trabalho no dia 9 de março.
À tarde, a polícia entrou em contato com sua mulher para dizer que Rodrigues tinha morrido atropelado em Porto Alegre. Ela ligou para o celular do marido e ouviu do próprio que tudo estava bem. O hospital encaminhou o corpo que estava com o documento furtado para o Departamento de Medicina Legal e, logo depois, Rodrigues foi chamado para dizer que o morto não era ele. A advogada de Rodrigues questiona o procedimento do hospital e aguarda laudo do DML afirmando que seu cliente está vivo.
Ele pretende recorrer à Justiça para encontrar os responsáveis pela confusão.

Reconhecer o próprio corpo, depois de morto, não é para qualquer um. O pré-requisito é ter ressuscitado, literal ou figuradamente. Lázaro teve esse privilégio. Foi um dos poucos homens que, depois de morto, pôde se olhar no espelho e reconhecer o corpo que momentos antes havia estado na sepultura. Jesus não apenas se viu em carne antes de subir ao céu, como mostrou seu corpo aos discípulos como prova do poder de Deus: “E logo disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente” – João 21:27. Se você já morreu e ressuscitou com Cristo, não precisa se preocupar com o espelho.

Jesus não está pedindo que você reconheça o seu próprio corpo, pois ele está “escondido com Cristo em Deus”. O corpo que você passará a reconhecer e a discernir a partir de agora será o corpo Dele, a igreja: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo, como e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós fracos e doentes, e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” – I Cor. 11:28-31. Oswaldo Chirov