terça-feira, 11 de março de 2008

Promessas descumpridas.

Descumpro a promessa de sempre fazer o melhor. Estou consciente de que vez por outra preciso relaxar. Não vou viver sob o imperativo da excelência. Quero rabiscar textos meia-sola; correr sem precisar chegar na frente; vestir calça puída, camisa desabotoada e chinela de borracha.
Descumpro a promessa de só comer alimentos saudáveis. Não vou reprimir o apetite; esporadicamente hei de traçar uma picanha suculenta e terminar o almoço lambuzado de torta de limão.
Descumpro a promessa de sempre ser bonzinho. Quando estiver correndo sozinho, quero xingar quem quiser e dizer poucas e boas em discussões imaginárias. Vou aprender a soletrar “n –a – o– til” quando me pedirem o que não puder fazer.
Descumpro a promessa de não escandalizar. Não vou adequar-me às expectativas dos religiosos adoecidos que se horrorizam com qualquer coisa. Não quero representar personagens que agradam o status quo.
Descumpro a promessa de viver alegre. Desejo independência para curtir meus desassossegos sem culpas. Quando der vontade de chorar, chorarei; quando bater a saudade, escreverei poemas muito tristes; quando precisar curtir a solidão, sumirei.
Descumpro a promessa de conquistar uma maturidade adulta. Quero sentir o gosto de conversar bobagens e falar besteiras novamente. Vou permitir que o menino que vive escondido em mim apareça. Vou preferir a conversa fiada dos adolescentes aos colóquios chatos dos velhuscos.
Descumpro a promessa de impactar o mundo. Não terei a menor pretensão de abalar coisa alguma. Minha ambição será viver com leveza e doçura ao lado de pessoas despretensiosas. Abro mão de ser relevante.
Descumpro a promessa de fazer valer cada minuto da vida. Quero experimentar coisas pouco importantes como caminhar perto de meus amigos. Pretendo provar gostosamente até os momentos que não terão nenhum desdobramento para o futuro da humanidade.
Descumpro a promessa de fazer discípulos. Derramarei os conteúdos de minha alma quando escrever e pregar sem preocupar-me se terei seguidores. Aprendo tardiamente que ninguém converte ninguém – só o Espírito conduz à verdade!
Descumpro a promessa de mirar nas estrelas para alcançar o topo das árvores. Não vou empinar o nariz, alucinado com projetos mirabolantes. Quero andar com a cabeça baixa e ver a relva no rés-do-chão; quero olhar ao derredor e encarar os meus amores.
Descumpro a promessa de não me contaminar com as artes menos eruditas. Vou assistir comédias melosas com final feliz; escutar cantores da velha guarda e ler biografias de gente que arrepiou os moralistas.
Descumpro juras antigas porque de repente acordei. Com tantas promessas esqueci de viver.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim

terça-feira, 4 de março de 2008

Viver e Cantar

Quero cantar o que vivo
Quero viver o que canto

Seja meu riso, meu pranto
viver e cantar

Harmonizar os meus sonhos

Poetizar minhas lágrimas

E no contar dos meus dias com Deus me encontrar


Que meu canto seja a voz de Deus por onde for

Verdadeiro e transparente como o Seu amor

Pois Ele sabe os meus rumos

Erros e acertos ocultos

Conhece a sinceridade do meu coração

Que eu seja sempre o primeiro

A me encontrar em Sua graça

E em Sua misericórdia transformar minha vida numa linda canção


Não quero ser poderoso

Nem me entregar como um fraco

Só estar com Deus na fraqueza e provar Seu poder

Buscar a Sua vontade

Boa, perfeita e agradável

E em Seu perdão a razão pra lutar e vencer

(João Alexandre)

domingo, 2 de março de 2008

"Faça da leitura primeiramente uma disciplina;
só depois de um tempo de trabalho árduo,
você vai gostar e desfrutar de um bom livro."
Ricardo Gondim

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Vida é aventura!


Vida é aventura. Essa vida tão improvável que nos é dada, cabe a nós não a desperdiçar.

A vida não é um destino, é uma aventura. Ninguém escolheu nascer; ninguem vive sem escolher. Cada qual é inocente de si, mas responsável por seus atos. E responsável, portanto, ao menos em parte, por aquilo que se tornou. Aristóteles, mais profundo do que Sartre.

É forjando que alguém se torna forjador. É bebendo que alguém se torna alcoólico. É realizando ações virtuosas que alguém se torna virtuoso. "Fazer", dizia Lequier, "e, fazendo, fazer-se".

Isso não fará de nós outra pessoa, o que ninguém consegue. Mas impede de nos resignarmos rápido demais ao que somos, o que ninguém deve fazer.

André Comte-Sponville em "A vida humana" - Martins Fontes, p.26

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008



"Há um quadro a pintar,

uma história a contar,

sonhos a serem sonhados,

cores, traços, uma imagem do céu a ser revelada através de nós"

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

“Muitos teólogos afirmam que, no século XX, o cristianismo reduziu-se a religião, uma instituição dentro do complexo sistema social, uma entre muitas engrenagens da máquina da sociedade. Algumas vezes, o cristianismo exerce uma função moral ou comunitária, ajudando as pessoas a ser melhores cidadãs ou cooperando com a comunidade. Em outras oportunidades, ele se seculariza, submetendo-se aos poderes e valores mais marcantes da época, como a busca pela felicidade e prosperidade material própria do capitalismo. O grande desafio para os líderes missionais é fazer com que o evangelho atue dentro da cultura sem que seja distorcido por ela…” Rubens Muzio

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O mar Morto, de quase 1000 km² de superfície, deve o seu nome ao fato de que a alta proporção de sal e outros elementos dissolvidos nas suas águas fazem nelas impossível a vida de peixes e de plantas.

O orgulho pode se caracterizar de diversas maneiras, até mesmo atrás de uma super espiritualidade. Não é dificil encontrar hoje nas igrejas pessoas mais santas que o próprio Jesus, cheias de sabedoria e unção e uma autoridade espiritual que só elas acreditam ter.

A palavra de Deus diz em Marcos 9:50; "Bom é o sal; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros".

A falta de sal, como este tempero que a palavra usa para identificar nossa inconformidade com o mundo, pode demonstrar em nós uma frieza espiritual. Mas e o oposto? Poucas vezes falamos sobre o orgulho espiritual, o excesso de sal na vida dos crentes, pois da mesma forma que a falta do mesmo não dá sabor a comida, o excesso do mesmo o torna insuportável ao paladar e até mesmo, dizem os mais entendidos, pode fazer mal a saúde.
Pense bem neste texto da Palavra de Deus:

"Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Eclesiates 7:16 "

Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Romanos 12:3