Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. Seu nome era Kyle. Parecia que ele estava carregando todos os seus livros. Eu pensei: "Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa Sexta-Feira? Ele deve ser mesmo um C.D.F" !! O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho.
Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle. Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que ele caiu no chão. Seus óculos voaram e eu os vi aterrisarem na grama há alguns metros de onde ele estava. Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos. Meu coração penalizou-se!
Corri até o colega, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos. Pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos, disse: "Aqueles caras são uns idiotas! Eles realmente deviam arrumar uma vida própria".
Kyle olhou-me nos olhos e disse, "Ei, obrigado"!. Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava. Por coincidência ele morava perto da minha casa. mas não havíamos nos visto antes, porque ele freqüentava uma escola particular.
Conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros.
Ele se revelou um garoto bem legal.
Perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele. Meus amigos pensavam da mesma forma.
Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez! Eu o parei e disse: "Diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando essa pilha de livros assim todos os dias!".
Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos.
Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade. Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol.
Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F. Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar.
No dia da Formatura Kyle estava ótimo. Era um daqueles caras que realmente se encontram durante a escola. Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos. Ele saía com mais garotas do que eu e todas as meninas o adoravam! Às vezes eu até ficava com inveja.
Hoje era um daqueles dias.
Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então, dei-lhe um tapinha nas costas e disse: "Ei, garotão, você vai se sair bem!". Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse: -"Valeu" !!
Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou o discurso:
"A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador... mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo, para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar. Vou contar-lhes uma história" :
Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos.
Ele havia planejado se matar naquele final de semana!
Contou à todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas coisas para casa.
Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso.
- "Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável" !
Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava à todos sobre aquele seu momento de fraqueza. Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma gratidão. Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.
Nunca substime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior.
Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto, uns sobre o outro de alguma forma.
autor desconhecido
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O Mal e a Religião.
Você condenaria um carvalho se sua madeira tivesse sido usada para fazer aríetes? Culparia o ar por permitir a transmissão de mentiras através dele? Julgaria A Flauta Mágica de Mozart com base em uma execução mal ensaiada por alunos da quinta série? Se você nunca viu um pôr-do-sol verdadeiro no Pacífico, permitiria que um prospecto de turismo fosse usado como substituto? Você avaliaria o poder de uma amor romântico com base em um casamento de vizinhos que trocam insultos?
Não. Uma avaliação completa da verdade da fé depende de um exame na água pura e cristalina, e não nos recipientes enferrujados.
Francis Collins (A Linguagem de Deus p.50)
Não. Uma avaliação completa da verdade da fé depende de um exame na água pura e cristalina, e não nos recipientes enferrujados.
Francis Collins (A Linguagem de Deus p.50)
domingo, 27 de junho de 2010
A Atração Irresistível da Transgressão.
Era o dia ou a véspera de Natal de 1984 quando assisti a Gremlins, de Joe Dante, pela primeira vez. Desapareci no sacramento da escuridão, e dali vi o protagonista receber um presente de Natal extraordinário, uma maravilha, um animal de fábula invadindo o tecido do século XX. Porém, como todo herói, o protagonista é imediatamente lembrado de que nenhum presente é inequivocamente propício, porque vem embalado em responsabilidades que se mostrarão embaraçosas ou terríveis. O pequeno mogwai de Gremlins vinha acompanhado de três recomendações simples: o rapaz não deveria expor o animalzinho à luz intensa (especialmente a luz do sol), não deveria deixar que ele se molhasse e nunca – absolutamente nunca – deveria alimentá-lo depois da meia-noite.
É com irrestrito deleite que a audiência acompanha quando são proferidas e repetidas essas proibições, porque nós que acompanhamos a história sabemos – absolutamente sabemos – que cada uma delas será espetacularmente transgredida, e cada uma delas colaborará à sua maneira para a acentuação do conflito e (portanto) o desdobramento da história.
O conteúdo de toda proibição é necessariamente arbitrário; “nunca coma esta fruta” faz tanto sentido dramático quanto “nunca ande sozinho na floresta” ou “nunca visite a ala oeste do castelo”. O conteúdo da interdição tem pouca importância, porque sua função é mecânica: levar a engrenagem da história a conectar-se com o dente seguinte.
Não faz diferença se se passaram dez mil anos ou cinco minutos de bem-aventurança até o homem apertar o fruto proibido entre os lábios. A transgressão veio à luz, como sempre acontece, no exato momento em que nasceu a proibição. A Narrativa sabe disso, Deus não tinha como deixar de saber.
Por Paulo Brabo
É com irrestrito deleite que a audiência acompanha quando são proferidas e repetidas essas proibições, porque nós que acompanhamos a história sabemos – absolutamente sabemos – que cada uma delas será espetacularmente transgredida, e cada uma delas colaborará à sua maneira para a acentuação do conflito e (portanto) o desdobramento da história.
O conteúdo de toda proibição é necessariamente arbitrário; “nunca coma esta fruta” faz tanto sentido dramático quanto “nunca ande sozinho na floresta” ou “nunca visite a ala oeste do castelo”. O conteúdo da interdição tem pouca importância, porque sua função é mecânica: levar a engrenagem da história a conectar-se com o dente seguinte.
Não faz diferença se se passaram dez mil anos ou cinco minutos de bem-aventurança até o homem apertar o fruto proibido entre os lábios. A transgressão veio à luz, como sempre acontece, no exato momento em que nasceu a proibição. A Narrativa sabe disso, Deus não tinha como deixar de saber.
Por Paulo Brabo
O Quarto do Mistério.

O quarto proibido é sempre aquele em que a gente quer entrar. A mulher do Barba Azul não se contentou com os 99 quartos e as 99 chaves: foi logo para o centésimo quarto com a centésima chave, o único quarto onde ela não tinha permissão para entrar. Assim somos nós, seres fascinados pelo mistério e pelo proibido. A razão para esse gosto eu não entendo, mas sei que é com ele que a alma humana é feita.
http://www.rubemalves.com.br/oquartodomisterio.htm
http://www.rubemalves.com.br/oquartodomisterio.htm
domingo, 6 de junho de 2010
UM OLHAR PODE TUDO MUDAR!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A Valorização do Corpo.
Discernir o Corpo de Cristo na verdade tem uma grande relevância na obra de Deus transcultural.
Em primeiro lugar, saber qual meu papel neste corpo, qual minha função verdadeira, não aquela imposta por forças externas, pois ela podem causar lesões sérias.
Em segundo lugar, saber que o corpo do qual estamos falando, tem vários membros, alguns deles mais próximos, e outros, mais distantes. Mesmo assim, são parte do mesmo corpo do qual eu pertenço, e para o completo funcionamento deste corpo, todos são de igual importância.
Até mesmo os mais desprezados d0s membros, aqueles mais feinhos, são de imensa importância para meu corpo. O corpo, ligado por juntas, nervos, ossos que se interligam fazendo uma coisa só, um ser só, e só está completo, se estiver inteiro, uma única coisa.
Meu lugar no corpo é importante, mas não mais importante que o membro ao lado.
Soube de um homem que teve que amputar as duas pernas. Não deve ser fácil, aposto que não.
Algumas vezes precisamos perder algo para lhe dar o valor devido. E cada membro deste corpo foi planejado minusciosamente para exercer uma função única, singular. E por causa disso, sua extrema importância. "Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também". (1 Cor. 12:12)
Mesmo os membros mais afastados, precisam uns dos outros. Se somos a mão, não coçaremos as costas por estarem mais longe do que os pulsos? Tente coçar seu pulso direito com sua mão direita, vai perceber que é mais fácil coçar o ombro esquerdo. Atravessar de um lado para tocar um membro do outro lado, isso é fascinante!
Isso deveria servir para aqueles que pensam ser coração. E se mesmo o fossem, deveriam estar encarregados de bombear o sangue para todo o resto do corpo, até mesmo para os membros e órgãos mais longínquos.
Não entendeu ainda né? Deixe-me desenhar pra você.
Os irmão no Paquistão, no Marrocos, Na India... tem tanto valor para o corpo quanto eu. Sofrem um pouco mais, estão em lugares talvez menos privilegiados que eu. São membros calejados e que sofrem todo este atrito , para poder fazer o corpo caminhar, progredir. Assim como o dedo mínimo do pé, às vezes tão esquecido, desprezado e cheio de calos, mas de total importância para o equilibrio do corpo.
Agora eu entendo por que é importante discernir o corpo. Pois membro que não o faz, está provavelmente doente ou inativo. "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, pois é por não discernirmos o corpo de Cristo, que há entre nós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem." (1 Cor. 11: 28-30)
Em primeiro lugar, saber qual meu papel neste corpo, qual minha função verdadeira, não aquela imposta por forças externas, pois ela podem causar lesões sérias.
Em segundo lugar, saber que o corpo do qual estamos falando, tem vários membros, alguns deles mais próximos, e outros, mais distantes. Mesmo assim, são parte do mesmo corpo do qual eu pertenço, e para o completo funcionamento deste corpo, todos são de igual importância.
Até mesmo os mais desprezados d0s membros, aqueles mais feinhos, são de imensa importância para meu corpo. O corpo, ligado por juntas, nervos, ossos que se interligam fazendo uma coisa só, um ser só, e só está completo, se estiver inteiro, uma única coisa.
Meu lugar no corpo é importante, mas não mais importante que o membro ao lado.
Soube de um homem que teve que amputar as duas pernas. Não deve ser fácil, aposto que não.
Algumas vezes precisamos perder algo para lhe dar o valor devido. E cada membro deste corpo foi planejado minusciosamente para exercer uma função única, singular. E por causa disso, sua extrema importância. "Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também". (1 Cor. 12:12)
Mesmo os membros mais afastados, precisam uns dos outros. Se somos a mão, não coçaremos as costas por estarem mais longe do que os pulsos? Tente coçar seu pulso direito com sua mão direita, vai perceber que é mais fácil coçar o ombro esquerdo. Atravessar de um lado para tocar um membro do outro lado, isso é fascinante!
Isso deveria servir para aqueles que pensam ser coração. E se mesmo o fossem, deveriam estar encarregados de bombear o sangue para todo o resto do corpo, até mesmo para os membros e órgãos mais longínquos.
Não entendeu ainda né? Deixe-me desenhar pra você.
Os irmão no Paquistão, no Marrocos, Na India... tem tanto valor para o corpo quanto eu. Sofrem um pouco mais, estão em lugares talvez menos privilegiados que eu. São membros calejados e que sofrem todo este atrito , para poder fazer o corpo caminhar, progredir. Assim como o dedo mínimo do pé, às vezes tão esquecido, desprezado e cheio de calos, mas de total importância para o equilibrio do corpo.
Agora eu entendo por que é importante discernir o corpo. Pois membro que não o faz, está provavelmente doente ou inativo. "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, pois é por não discernirmos o corpo de Cristo, que há entre nós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem." (1 Cor. 11: 28-30)
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O Reconhecimento do Corpo.
O reconhecimento do corpo “Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória” - Colossenses 3:3-4
Certas situações misturam o trágico e o cômico de forma interessante. É o caso da notícia veiculada pelo portal Terra, sob o título “Homem é chamado para reconhecer o próprio corpo”: Vitório Fagundes Rodrigues, 57 anos, foi chamado pela polícia para reconhecer o próprio corpo no Departamento de Medicina Legal (DML) de Porto Alegre (RS) e confirmar que não estava morto. Rodrigues foi assaltado em outubro de 2006, quando entregou o carro e um documento de identificação da empresa onde trabalha. O crachá não tinha sua foto, apenas seu nome e os de seus pais. Rodrigues viajou a trabalho no dia 9 de março.
À tarde, a polícia entrou em contato com sua mulher para dizer que Rodrigues tinha morrido atropelado em Porto Alegre. Ela ligou para o celular do marido e ouviu do próprio que tudo estava bem. O hospital encaminhou o corpo que estava com o documento furtado para o Departamento de Medicina Legal e, logo depois, Rodrigues foi chamado para dizer que o morto não era ele. A advogada de Rodrigues questiona o procedimento do hospital e aguarda laudo do DML afirmando que seu cliente está vivo.
Ele pretende recorrer à Justiça para encontrar os responsáveis pela confusão.
Reconhecer o próprio corpo, depois de morto, não é para qualquer um. O pré-requisito é ter ressuscitado, literal ou figuradamente. Lázaro teve esse privilégio. Foi um dos poucos homens que, depois de morto, pôde se olhar no espelho e reconhecer o corpo que momentos antes havia estado na sepultura. Jesus não apenas se viu em carne antes de subir ao céu, como mostrou seu corpo aos discípulos como prova do poder de Deus: “E logo disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente” – João 21:27. Se você já morreu e ressuscitou com Cristo, não precisa se preocupar com o espelho.
Jesus não está pedindo que você reconheça o seu próprio corpo, pois ele está “escondido com Cristo em Deus”. O corpo que você passará a reconhecer e a discernir a partir de agora será o corpo Dele, a igreja: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo, como e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós fracos e doentes, e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” – I Cor. 11:28-31. Oswaldo Chirov
Certas situações misturam o trágico e o cômico de forma interessante. É o caso da notícia veiculada pelo portal Terra, sob o título “Homem é chamado para reconhecer o próprio corpo”: Vitório Fagundes Rodrigues, 57 anos, foi chamado pela polícia para reconhecer o próprio corpo no Departamento de Medicina Legal (DML) de Porto Alegre (RS) e confirmar que não estava morto. Rodrigues foi assaltado em outubro de 2006, quando entregou o carro e um documento de identificação da empresa onde trabalha. O crachá não tinha sua foto, apenas seu nome e os de seus pais. Rodrigues viajou a trabalho no dia 9 de março.
À tarde, a polícia entrou em contato com sua mulher para dizer que Rodrigues tinha morrido atropelado em Porto Alegre. Ela ligou para o celular do marido e ouviu do próprio que tudo estava bem. O hospital encaminhou o corpo que estava com o documento furtado para o Departamento de Medicina Legal e, logo depois, Rodrigues foi chamado para dizer que o morto não era ele. A advogada de Rodrigues questiona o procedimento do hospital e aguarda laudo do DML afirmando que seu cliente está vivo.
Ele pretende recorrer à Justiça para encontrar os responsáveis pela confusão.
Reconhecer o próprio corpo, depois de morto, não é para qualquer um. O pré-requisito é ter ressuscitado, literal ou figuradamente. Lázaro teve esse privilégio. Foi um dos poucos homens que, depois de morto, pôde se olhar no espelho e reconhecer o corpo que momentos antes havia estado na sepultura. Jesus não apenas se viu em carne antes de subir ao céu, como mostrou seu corpo aos discípulos como prova do poder de Deus: “E logo disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente” – João 21:27. Se você já morreu e ressuscitou com Cristo, não precisa se preocupar com o espelho.
Jesus não está pedindo que você reconheça o seu próprio corpo, pois ele está “escondido com Cristo em Deus”. O corpo que você passará a reconhecer e a discernir a partir de agora será o corpo Dele, a igreja: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo, como e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós fracos e doentes, e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” – I Cor. 11:28-31. Oswaldo Chirov
domingo, 9 de maio de 2010
A sagrada vida.
Jesus encontra beleza nas pessoas que nós consideramos feias. Um dos maiores exemplos está na forma misericordiósa que Jesus trata o "Bom" ladrão, crucificado no mesmo dia que Jesus.
Várias vezes, nas passagens bíblicas, observamos Jesus voltando sua atenção, não para o mais favorecido e nem para o mais rico, e sim, o oposto. Jesus amou a prostituta, o ladrão, o sem graça, o excluído aos olhos da maioria. Jesus é a antítese de quase tudo o que vemos na vida da maioria dos cristãos atuais. Jesus priorizava a vida acima dos preceitos, acima das normas, das tradicões religiosas. Jesus curou no sábado, ou seja, abandonou a lei religiosa para alcançar o homem. Jesus sagrou a vida. Tudo que fizermos que favoreça a vida é aceito por Deus. Jesus usa a seguinte lógica: "se você tiver um boi que cair num poço num dia de sábado, você não tira? Então, qual a grande missão do evangelho? A grande missão do evangelho é a vida.
Várias vezes, nas passagens bíblicas, observamos Jesus voltando sua atenção, não para o mais favorecido e nem para o mais rico, e sim, o oposto. Jesus amou a prostituta, o ladrão, o sem graça, o excluído aos olhos da maioria. Jesus é a antítese de quase tudo o que vemos na vida da maioria dos cristãos atuais. Jesus priorizava a vida acima dos preceitos, acima das normas, das tradicões religiosas. Jesus curou no sábado, ou seja, abandonou a lei religiosa para alcançar o homem. Jesus sagrou a vida. Tudo que fizermos que favoreça a vida é aceito por Deus. Jesus usa a seguinte lógica: "se você tiver um boi que cair num poço num dia de sábado, você não tira? Então, qual a grande missão do evangelho? A grande missão do evangelho é a vida.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
DEUS NÃO RÍ NUNCA?
Na minha infância toda igreja protestante tinha um quadro terrível, chamado “Os dois caminhos”. À direita, o caminho estreito, das abstenções e sacrifícios, que conduz ao céu: para ganhar o céu, após a morte, é preciso sofrer na terra, durante a vida. À esquerda, o caminho largo, cheio de prazeres, que conduz a um lago de fogo e enxofre. No alto desse cenário, resumo do mundo, flutuando no céu azul, o olho sem pálpebras de Deus, que tudo vê, indiferente e sem lágrimas. O olho de Deus não tem pálpebras porque ele nunca se fecha. Deus não dorme. É também um olho sem sorrisos. Os olhos, para sorrir, precisam de um rosto. Mas os olhos de Deus não estão num rosto. Estão dentro de um triângulo, figura geométrica perfeita. Deus é um teorema. Mantenho uma dessas gravuras emoldurada em rococós dourados pendurada numa parede. Para não me esquecer das coisas horríveis que os homens fazem com Deus. Deus não ri nunca?
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Mais que um mero poema!
Parece estranho Sinto o mundo girando ao contrário Foi o amor que fugiu da sua casa E tudo se perdeu no tempo
É triste e real Eu vejo gente se enfrentando Por um prato de comida Água é saliva Êxtase é alívio, traz o fim dos dias E enquanto muitos dormem, outros se contorcem É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte
Você não viu? Quantas vezes já te alertaram Que a Terra vai sair de cartaz E com ela todos que atuaram? E nada muda, é sempre tão igual A vida segue a sina
Mães enterram filhos, filhos perdem amigos Amigos matam primos Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados Por gigantes barcos Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?
Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã Faça uma criança, plante uma semente Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
É pão e circo, veja A cada dose destilada, um acidente que alcooliza o ambiente Estraga qualquer face limpa De balada em balada vale tudo E as meninas Das barrigas tiram os filhos, calam seus meninos Selam seus destinos São apenas mais duas histórias destruídas Há tantas cores vivas caçando outras peles Movimentando a grife
A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato Em qualquer caso é apenas mais um chato
E ainda que a velha mania de sair pela tangente Saia pela culatra O que se faz aqui, ainda se paga aqui Deus deu mais que ar, coração e lar Deu livre arbítrio E o que você faz? E o que você faz?
Aqui jaz um coração
É triste e real Eu vejo gente se enfrentando Por um prato de comida Água é saliva Êxtase é alívio, traz o fim dos dias E enquanto muitos dormem, outros se contorcem É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte
Você não viu? Quantas vezes já te alertaram Que a Terra vai sair de cartaz E com ela todos que atuaram? E nada muda, é sempre tão igual A vida segue a sina
Mães enterram filhos, filhos perdem amigos Amigos matam primos Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados Por gigantes barcos Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?
Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã Faça uma criança, plante uma semente Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema Ela é real
É pão e circo, veja A cada dose destilada, um acidente que alcooliza o ambiente Estraga qualquer face limpa De balada em balada vale tudo E as meninas Das barrigas tiram os filhos, calam seus meninos Selam seus destinos São apenas mais duas histórias destruídas Há tantas cores vivas caçando outras peles Movimentando a grife
A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato Em qualquer caso é apenas mais um chato
E ainda que a velha mania de sair pela tangente Saia pela culatra O que se faz aqui, ainda se paga aqui Deus deu mais que ar, coração e lar Deu livre arbítrio E o que você faz? E o que você faz?
Aqui jaz um coração
(Guilherme de Sá)
O Rei Nu!
“Havia um rei muito tolo que adorava roupas bonitas. Os tolos, geralmente, gostam de roupas bonitas. Pois esse rei enviava emissários por todo o país com a missão de comprar roupas diferentes. Era o melhor cliente da Daslu. Os seus guarda-roupas estavam entulhados com ternos, sapatos, gravatas de todas as cores e estilos. Eram tantas as suas roupas que ele estava muito triste porque seus emissários já não encontravam novidades.
Dois espertalhões ouviram falar do gosto do rei pelas roupas e viram nisso uma oportunidade de se enriquecerem às custas da vaidade da Majestade. A vaidade torna bobas as pessoas: elas passam a acreditar nos elogios dos bajuladores... Foi isso que aconteceu com um corvo vaidoso que estava pousado no galho de uma árvore com um queijo na boca: por acreditar nos elogios da raposa ficou sem queijo...
Pois os dois espertalhões-raposa foram até o palácio real e anunciaram-se na portaria, apresentando o seu cartão de visitas: “Doutor Severino e Doutor Valério, especialistas em tecidos mágicos.”
O rei já havia ouvido falar de tecidos de todos os tipos mas nunca ouvira falar de tecidos mágicos. Ficou curioso. Ordenou que os dois fossem trazidos à sua presença. Diante do rei fizeram uma profunda barretada, tirando seus chapéus.
“Falem-me sobre o tecido mágico”, ordenou o rei.
Um dos espertalhões, o mais loquaz, se pôs a falar.
“Majestade, diferente de todos os tecidos comuns, o tecido que nós tecemos é mágico porque somente as pessoas inteligentes podem vê-lo. Vestindo um terno feito com esse tecido Vossa Majestade será cercado apenas por pessoas inteligentes, pois somente elas o verão...”
O rei ficou encantado e imediatamente contratou os dois espertalhões, oferecendo-lhes um amplo aposento onde poderiam montar os seus teares e e tecer o tecido que só os inteligentes poderiam ver..
Passados alguns dias o rei mandou chamar o ministro da educação e ordenou-lhe que fosse examinar o tecido. O ministro dirigiu-se ao aposento onde os tecelões estavam trabalhando.
“Veja, excelência, a beleza do tecido”, disseram eles com a mãos estendidas. O ministro da educação não viu coisa alguma e entrou em pânico. “Meu Deus, eu não vejo o tecido, logo sou burro...” Resolveu, então, fazer de contas que era inteligente e começou a elogiar o tecido como sendo o mais belo que havia visto.
“Majestade”, relatou o minsitro da educação ao rei, “o tecido é incomparável, maravilhoso. De fato os tecelões são verdadeiras magos!” O rei ficou muito feliz.
Passados mais dois dias ele convocou o ministro da guerra e ordenou-lhe que examinasse o tecido. Aconteceu a mesma coisa. Ele não viu coisa alguma. “ Meu Deus”, ele disse, “ não sou inteligente. O ministro da educação viu e eu não estou vendo...” Resolveu adotar a mesma tática do ministro da educação e fez de contas que estava vendo. O rei ficou muito feliz com a seu relatório. E assim aconteceu com todos os outros ministros. Até que o rei resolveu pessoalmente ver o tecido maravilhoso. Mas, como os ministros, ele não viu coisa alguma porque nada havia para ser visto. Aí ele pensou: “Os ministros da educação, da guerra, das finanças, da cultura, das comunicações viram. São inteligentes. Mas eu não vejo nada! Sou burro. Não posso deixar que eles saibam da minha burrice porque pode ser que tal conhecimento venha a desestabilizar o meu governo...” O rei, então, entregou-se a elogios entusiasmados ao tecido que não havia.
O cerimonial do palácio determinou então que deveria haver uma grande festa para que todos vissem o rei em suas novas roupas. E todos ficaram sabendo que somente os inteligentes as veriam. A mídia, televisão e jornais, convidaram todos os cidadãos inteligentes a que comparecessem à solenidade.
No Dia da Pátria, a cidade engalanada, bandeiras por todos os lados, bandas de música, as ruas cheias, tocaram os clarins e ouviu-se uma voz pelos alto-falantes:
“Cidadãos do nosso país! Dentro de poucos instantes a sua inteligência será colocada à prova. O rei vai desfilar usando a roupa que só os inteligentes podem ver.”
Canhões dispararam uma salva de seis tiros. Ruflaram os tambores. Abriram-se os portões do palácio e o rei marchou vestido com a sua roupa nova.
Foi aquele oh! de espanto. Todos ficaram maravilhados. Como era linda a roupa do rei! Todos eram inteligentes.
No alto de uma árvore estava encarapitado um menino a quem não haviam explicado as propriedades mágicas da roupa do rei. Ele olhou, não viu roupa nenhuma, viu o rei pelado exibindo sua enorme barriga, suas nádegas murchas e vergonhas dependuradas. Ficou horrorizado e não se conteve. Deu um grito que a multidão inteira ouviu:
“O rei está pelado!
Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão.
“Menino louco! Menino burro! Não vê a roupa nova do rei! Está querendo desestabilizar o governo! É um subversivo, a serviço das elites!”
Com estas palavras agarraram o menino, colocaram-no numa camisa de força e o internaram num manicômio.
Dois espertalhões ouviram falar do gosto do rei pelas roupas e viram nisso uma oportunidade de se enriquecerem às custas da vaidade da Majestade. A vaidade torna bobas as pessoas: elas passam a acreditar nos elogios dos bajuladores... Foi isso que aconteceu com um corvo vaidoso que estava pousado no galho de uma árvore com um queijo na boca: por acreditar nos elogios da raposa ficou sem queijo...
Pois os dois espertalhões-raposa foram até o palácio real e anunciaram-se na portaria, apresentando o seu cartão de visitas: “Doutor Severino e Doutor Valério, especialistas em tecidos mágicos.”
O rei já havia ouvido falar de tecidos de todos os tipos mas nunca ouvira falar de tecidos mágicos. Ficou curioso. Ordenou que os dois fossem trazidos à sua presença. Diante do rei fizeram uma profunda barretada, tirando seus chapéus.
“Falem-me sobre o tecido mágico”, ordenou o rei.
Um dos espertalhões, o mais loquaz, se pôs a falar.
“Majestade, diferente de todos os tecidos comuns, o tecido que nós tecemos é mágico porque somente as pessoas inteligentes podem vê-lo. Vestindo um terno feito com esse tecido Vossa Majestade será cercado apenas por pessoas inteligentes, pois somente elas o verão...”
O rei ficou encantado e imediatamente contratou os dois espertalhões, oferecendo-lhes um amplo aposento onde poderiam montar os seus teares e e tecer o tecido que só os inteligentes poderiam ver..
Passados alguns dias o rei mandou chamar o ministro da educação e ordenou-lhe que fosse examinar o tecido. O ministro dirigiu-se ao aposento onde os tecelões estavam trabalhando.
“Veja, excelência, a beleza do tecido”, disseram eles com a mãos estendidas. O ministro da educação não viu coisa alguma e entrou em pânico. “Meu Deus, eu não vejo o tecido, logo sou burro...” Resolveu, então, fazer de contas que era inteligente e começou a elogiar o tecido como sendo o mais belo que havia visto.
“Majestade”, relatou o minsitro da educação ao rei, “o tecido é incomparável, maravilhoso. De fato os tecelões são verdadeiras magos!” O rei ficou muito feliz.
Passados mais dois dias ele convocou o ministro da guerra e ordenou-lhe que examinasse o tecido. Aconteceu a mesma coisa. Ele não viu coisa alguma. “ Meu Deus”, ele disse, “ não sou inteligente. O ministro da educação viu e eu não estou vendo...” Resolveu adotar a mesma tática do ministro da educação e fez de contas que estava vendo. O rei ficou muito feliz com a seu relatório. E assim aconteceu com todos os outros ministros. Até que o rei resolveu pessoalmente ver o tecido maravilhoso. Mas, como os ministros, ele não viu coisa alguma porque nada havia para ser visto. Aí ele pensou: “Os ministros da educação, da guerra, das finanças, da cultura, das comunicações viram. São inteligentes. Mas eu não vejo nada! Sou burro. Não posso deixar que eles saibam da minha burrice porque pode ser que tal conhecimento venha a desestabilizar o meu governo...” O rei, então, entregou-se a elogios entusiasmados ao tecido que não havia.
O cerimonial do palácio determinou então que deveria haver uma grande festa para que todos vissem o rei em suas novas roupas. E todos ficaram sabendo que somente os inteligentes as veriam. A mídia, televisão e jornais, convidaram todos os cidadãos inteligentes a que comparecessem à solenidade.
No Dia da Pátria, a cidade engalanada, bandeiras por todos os lados, bandas de música, as ruas cheias, tocaram os clarins e ouviu-se uma voz pelos alto-falantes:
“Cidadãos do nosso país! Dentro de poucos instantes a sua inteligência será colocada à prova. O rei vai desfilar usando a roupa que só os inteligentes podem ver.”
Canhões dispararam uma salva de seis tiros. Ruflaram os tambores. Abriram-se os portões do palácio e o rei marchou vestido com a sua roupa nova.
Foi aquele oh! de espanto. Todos ficaram maravilhados. Como era linda a roupa do rei! Todos eram inteligentes.
No alto de uma árvore estava encarapitado um menino a quem não haviam explicado as propriedades mágicas da roupa do rei. Ele olhou, não viu roupa nenhuma, viu o rei pelado exibindo sua enorme barriga, suas nádegas murchas e vergonhas dependuradas. Ficou horrorizado e não se conteve. Deu um grito que a multidão inteira ouviu:
“O rei está pelado!
Foi aquele espanto. Um silêncio profundo. Seguido pelo grito enfurecido da multidão.
“Menino louco! Menino burro! Não vê a roupa nova do rei! Está querendo desestabilizar o governo! É um subversivo, a serviço das elites!”
Com estas palavras agarraram o menino, colocaram-no numa camisa de força e o internaram num manicômio.
Moral da estória: Em terra de cego quem tem um olho não é rei. É rebelde ou doido.
domingo, 25 de abril de 2010
O menino e o sapato.
Dia desses peguei meu filho brincando com meu sapato. Meu sapato favorito. Suas mãos estavam sujas e ele nem parecia se incomodar com isso. Em nenhum momento passou por seus pensamentos que ele poderia estar estragando meu sapato favorito. Alí estavam, meu filho e meu sapato favorito, prestes a ser danificado por este pequeno ser sem o mínimo de consideração pelas minhas coisas. Justo eu, tão cuidadoso com meus pertences. Detesto as coisas fora do lugar, ou sujas, empoeiradas.
Me chamam de materialista, mas só eu sei quanto custa cada coisa que tenho guardado até hoje. Dizem que não vou levar as coisas materiais para o lugar onde iremos na eternidade, mas não é por causa disse que vou deixar tudo ao deus-dará.
Aqui estou eu, diante desta cena, meu filho brincando com meu sapato favorito. Ainda esta semana engraxei meu sapato com tanto carinho, e agora, meu filhinho brinca com ele.
Como aprendeu a andar rápido, e já fica tentando colocar o sapato do papai. Como é parecido comigo, adoro quando ele me olha e dá um sorrisinho, como quem procura aprovação.
Como não retribuirei a este sorriso? Como não amá-lo? Meu filho! (Quem se importa com um sapato?)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Proposta Radical de Espiritualidade
A espiritualidade na época de Jesus era avaliada pela estética. Em especial para os fariseus, grupo sectário dentro do judaísmo, tudo o que importava era cumprir um programa de aparência exterior. Qualquer coisa que fugisse daquele padrão por eles estabelecido os agredia e era considerada uma heresia.
Os tempos mudaram, mas o modo como se avalia a espiritualidade de alguém, não. Ainda se usam as mesmas medidas dos fariseus contemporâneos de Jesus. Ainda se valoriza uma espiritualidade apenas estética. Ainda há melindres e preconceitos mil. Ainda se julga pela aparência.
Jesus faz uma proposta muito, mas muito mais radical de espiritualidade: amar a Deus com todas as suas forças, entendimento e de todo o coração e ao próximo como a si mesmo. Tornar-se um cristão não é converter-se a uma doutrina, mas ao amor.
Jesus quebrou os paradigmas da época para viver uma espiritualidade baseada tão-somente no amor, que é a graça. Ele disse algumas vezes que veio para salvar e não para condenar, veio para os doentes e não para os (que se acham) sãos.
Isso fica bem claro quando ele dialoga tranquilamente com uma mulher samaritana (o que era proibido aos “homens de bem” da época), quando, em vez de dispensar uma multidão faminta, sente compaixão dela e a alimenta, quando recebe a unção por uma “pecadora” que chora aos seus pés e os enxuga com os cabelos, quando ele perdoa uma mulher que a turba estava disposta a apedrejar.
Tem, pois, Jesus, autoridade para nos fazer um chamado radical, para viver uma espiritualidade baseada no amor. Espiritualidade cristã é saber amar. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Lembrando que o próximo a ser amado é a minha família, meus amigos, meus irmãos, mesmo pessoas desconhecidos e até inimigos.
O chamado é para um amor semelhante ao de Deus, que não cobra nada, não cobra desempenho, apenas se oferece. É aquele amor que cobre uma multidão de pecados. Que não se importa em ter uma verdade superior e implacável, mas que apenas ama. É um amor que não reprova todos ao redor, mas apenas ama.
Desconfie de quem mantém uma estética espiritual e religiosa irrepreensível, mas fala de outros de maneira impiedosa e implacável.
Com indivíduos conscientes dessa radicalidade do amor, a igreja deve ser uma comunidade de amor. Não um amontoado de gente implacável e sem misericórdia. Não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores, como disse Brennan Manning. Um lugar que seja um oásis de amor, em meio a um deserto de indiferença, onde com graça, todos, indistintamente, sejam acolhidos. E isso é muito radical.
Por Márcio Rosa da Silva.
Os tempos mudaram, mas o modo como se avalia a espiritualidade de alguém, não. Ainda se usam as mesmas medidas dos fariseus contemporâneos de Jesus. Ainda se valoriza uma espiritualidade apenas estética. Ainda há melindres e preconceitos mil. Ainda se julga pela aparência.
Jesus faz uma proposta muito, mas muito mais radical de espiritualidade: amar a Deus com todas as suas forças, entendimento e de todo o coração e ao próximo como a si mesmo. Tornar-se um cristão não é converter-se a uma doutrina, mas ao amor.
Jesus quebrou os paradigmas da época para viver uma espiritualidade baseada tão-somente no amor, que é a graça. Ele disse algumas vezes que veio para salvar e não para condenar, veio para os doentes e não para os (que se acham) sãos.
Isso fica bem claro quando ele dialoga tranquilamente com uma mulher samaritana (o que era proibido aos “homens de bem” da época), quando, em vez de dispensar uma multidão faminta, sente compaixão dela e a alimenta, quando recebe a unção por uma “pecadora” que chora aos seus pés e os enxuga com os cabelos, quando ele perdoa uma mulher que a turba estava disposta a apedrejar.
Tem, pois, Jesus, autoridade para nos fazer um chamado radical, para viver uma espiritualidade baseada no amor. Espiritualidade cristã é saber amar. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Lembrando que o próximo a ser amado é a minha família, meus amigos, meus irmãos, mesmo pessoas desconhecidos e até inimigos.
O chamado é para um amor semelhante ao de Deus, que não cobra nada, não cobra desempenho, apenas se oferece. É aquele amor que cobre uma multidão de pecados. Que não se importa em ter uma verdade superior e implacável, mas que apenas ama. É um amor que não reprova todos ao redor, mas apenas ama.
Desconfie de quem mantém uma estética espiritual e religiosa irrepreensível, mas fala de outros de maneira impiedosa e implacável.
Quem ama, ama a despeito dos muitos defeitos dos outros e reconhece as suas próprias fragilidades e limitações. Quem ama sempre tem uma palavra de apreço, de compaixão e de misericórdia, porque a boca fala do que o coração está cheio.Os fariseus saíam de suas orações e jejuns para planejar o assassinato de Jesus.
Com indivíduos conscientes dessa radicalidade do amor, a igreja deve ser uma comunidade de amor. Não um amontoado de gente implacável e sem misericórdia. Não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores, como disse Brennan Manning. Um lugar que seja um oásis de amor, em meio a um deserto de indiferença, onde com graça, todos, indistintamente, sejam acolhidos. E isso é muito radical.
Por Márcio Rosa da Silva.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Dia desses, flagrei-me triste...
Dia desses, flagrei-me triste de tão solto. Faz tempo que me incomoda uma leveza ruim. Sinto meus afetos pulverizados por todas as minhas partidas. Não sei o que é viver mais que cinco anos em um mesmo lugar.
Invejo os velhos amigos. Meus velhos já não são tão amigos. Boquiaberto e silente, observo o desconhecido mundo daqueles que convivem desde há muito. Nem tenho sotaque, nem grandes e antigas amizades, nem velhas memórias da mesma história, nem o silêncio da intimidade que prescinde das palavras e nem as conquistas que demandam tempo.
O tempo? Nada dele sei. Sei do espaço. Percorro tantos quanto fôlego precisar para do tempo fugir. Sei do Rio, Fortaleza, São Paulo, Curitiba, Brasília. Mas de ontem eu me esqueci. Não tenho ontem. Tenho somente lugares.
Despedi-me de todos os meus amigos. Sou um Sísifo dos afetos. Ah! Sei tudo de recomeço. Condenei-me a sempre empurrar morro acima minhas novas histórias, amizades e projetos. Quando chego, já estou indo. Se você precisar de conselhos sobre como reiniciar a vida, pergunte-me. Contanto que nada queira saber sobre conclusões. Nada sei sobre os dias seguintes.
Talvez por isso tenha aprendido a amar as corridas de rua. Esporte dos solitários. Daqueles que conseguem ir mesmo que desacompanhados. Daqueles para quem importa mais ir que ficar. Cada corrida é uma despedida e toda chegada é provisória. A alegria da medalha apenas indica a próxima aventura. Somente quem nunca chega o bastante está apto para ser um corredor de rua.
Mas sou bom de conversa. Tenho muitas histórias para contar, caso aceite minhas várias e avulsas memórias. Mas por favor, como já combinamos, não me pergunte sobre depois. Toda sequência é para mim uma incógnita.
Sinto-me um Don Juan. Aprendi a seduzir, mas não sei não me despedir. Medo de chegar? Medo de nunca chegar? Medo de chegar aonde realmente quero? Talvez. Tais vezes.
Invejo os velhos amigos. Meus velhos já não são tão amigos. Boquiaberto e silente, observo o desconhecido mundo daqueles que convivem desde há muito. Nem tenho sotaque, nem grandes e antigas amizades, nem velhas memórias da mesma história, nem o silêncio da intimidade que prescinde das palavras e nem as conquistas que demandam tempo.
O tempo? Nada dele sei. Sei do espaço. Percorro tantos quanto fôlego precisar para do tempo fugir. Sei do Rio, Fortaleza, São Paulo, Curitiba, Brasília. Mas de ontem eu me esqueci. Não tenho ontem. Tenho somente lugares.
Despedi-me de todos os meus amigos. Sou um Sísifo dos afetos. Ah! Sei tudo de recomeço. Condenei-me a sempre empurrar morro acima minhas novas histórias, amizades e projetos. Quando chego, já estou indo. Se você precisar de conselhos sobre como reiniciar a vida, pergunte-me. Contanto que nada queira saber sobre conclusões. Nada sei sobre os dias seguintes.
Talvez por isso tenha aprendido a amar as corridas de rua. Esporte dos solitários. Daqueles que conseguem ir mesmo que desacompanhados. Daqueles para quem importa mais ir que ficar. Cada corrida é uma despedida e toda chegada é provisória. A alegria da medalha apenas indica a próxima aventura. Somente quem nunca chega o bastante está apto para ser um corredor de rua.
Mas sou bom de conversa. Tenho muitas histórias para contar, caso aceite minhas várias e avulsas memórias. Mas por favor, como já combinamos, não me pergunte sobre depois. Toda sequência é para mim uma incógnita.
Sinto-me um Don Juan. Aprendi a seduzir, mas não sei não me despedir. Medo de chegar? Medo de nunca chegar? Medo de chegar aonde realmente quero? Talvez. Tais vezes.
domingo, 11 de abril de 2010
Digno de ser lembrado.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Eu também não te condeno
Pode procurar que você não vai achar. Não importa aonde vá, estou absolutamente convencido de que há duas coisas que você nunca vai achar. Você pode correr o mundo e o tempo, e tenho certeza que jamais conseguirá achar alguém que não se envergonhe de algo em seu passado. Para qualquer lugar que você vá, lá estarão elas, as pessoas que gostariam de apagar um momento, uma fase, um ato, uma palavra, um mínimo pensamento. Todo mundo tenta disfarçar, e certamente há aqueles que conseguem viver longos períodos sem o tormento da lembrança. Mas mesmo estes, quando menos esperam são assombrados pela memória de um ato de covardia, um gesto de pura maldade, um desejo mórbido, um abuso calculado,enfim, algo que jamais deveriam ter feito, e que na verdade, gostariam de banir de suas histórias ou, pelo menos, de suas recordações.Isso é uma péssima notícia para a humanidade, mas uma ótima notícia para você: você não está sozinho, você não está sozinha.
Inclusive as pessoas que olham em sua direção com aquela empáfia moral e sugeremgrampeada pela sua arrogância e selada pelo medo do escândalo, da rejeição e da condenação no tribunal onde a justiça jamais é vencida. Você não está sozinho. Você não está sozinha. Não importa o que tenha feito ou deixado de fazer, e do que se arrependa no seu passado, saiba que isso faz de você uma pessoa igual a todas as outras: a condição humana implica a necessidade da vergonha.A segunda coisa que você nunca vai encontrar é um pecado original. Não tenha dúvidas, o mal que você fez ou deixou de fazer está presente em milhares e milhares de sagas pessoais. Não existe algo que você tenha feito ou deixado de fazer que faça de você uma pessoa singular no banco dos réus – ao seu lado estão incontáveis réus respondendo pelo mesmíssimo crime. Talvez você diga, “é verdade, todos têm do que se envergonhar, mas o que eu fiz não se compara ao que qualquer outra pessoa possa ter feito”. Engano seu. O que você fez ou deixou de fazer não apenas se compara, como também é replicado com absoluta exatidão na experiência de milhares e milhares de outras pessoas. Isso significa que você jamais está sozinho, jamais está sozinha, na fila da confissão.Talvez por estas razões, a Bíblia Sagrada diz que devemos confessar nossas culpas uns aos outros: os humanos não nos irmanamos nas virtudes, mas na vergonha. Este é o caminho de saída do labirinto da culpa e da condenação: quando todos sussurrarmos uns aos outros “eu não te condeno”, ouviremos a sentença do Justo Juiz: “ninguém te condenou? Eu também não te condeno”.É isso, ou o jogo bruto de sermos julgados com a medida com que julgamos. A justiça do único justo reveste os que têm do que se envergonhar quando os que têm do que se envergonhar desistem de ser justos.
cinicamente que você é um ser humano de segunda ou terceira categoria, carregam
uma página borrada em sua biografia
Por Ed René Kivitz
sexta-feira, 26 de março de 2010
Levantando vôo!
Algumas ações exigem coragem e é necessário coragem para se tomar decisões importantes. Estas decisões estão sempre a nossa porta e é aquilo que decidimos que tornará quem seremos. A coragem para tomar alguma decisão importante pode vir de uma informação que nos leve a querer mudar uma circunstância exterior.
Uma mãe ao ver seu filho se afogando, cheia de coragem se lança na água para salvá-lo. Informação que gera coragem e nos leva a agir.
Após alguns meses insatisfeito com meu trabalho, não por causa da quantidade, mas por estar fazendo algo muito diferente daquilo que eu sentia ser o chamado de Deus pra minha vida, resolvi trocar a vida de vendedor de pisos pela de seminarista em um treinamento missiológico de um ano em São José dos Campos.
Antes do fim do treinamento, fui informado da necessidade de missionários na Bósnia, especialmente para trabalhar com jovens e implantação de igrejas e estudos bíblicos. Eu já havia recebido o convite do presidente da missão para trabalhar com ajuda humanitária no nordeste do Brasil recebendo estrangeiros, mas toda vez que eu assistia ao vídeo informativo da missão na Bósnia, algo muito forte me comovia de uma forma inexplicável. Eu simplesmente não conseguia me conter e toda vez que a musica de abertura do vídeo começava, eu caía no choro.
Quando Deus toca nosso coração com amor pela sua obra, este sentimento acaba se tornando mais forte do que qualquer outra coisa. Não se pensa em nada mais, não se deseja nada mais a não ser cumprir este sonho e agradar aquele que nos chamou.
Isso tem muito a ver com o amor de Deus por nós. O amor de Deus nos constrange ao ponto de desejarmos ardentemente retribuir a este amor. Não que ele nos obrigue a isso e nem mesmo imponha algo nesse sentido, pois seu amor por nós é incondicional, mas largaríamos tudo para realizar este propósito.
Vida de missionário começa com uma visão, um sonho que acreditamos ser de Deus. E assim como todo sonho, é cheio de brilhos e conquistas, de vôos altos. Mas logo nos damos conta de que pra voar, é necessário estar com os pés no chão.
Costumo dizer que tem que ser muito insistente para se fazer a obra de Deus transculturalmente, por que são tantas as dificuldades que se levantam e obstáculos, que se você não tem mesmo certeza do seu chamado, provavelmente não irá agüentar o tranco.
Se não fosse apenas a parte espiritual, onde é claro, potestades do mal farão o possível para impedir sua ida ao campo missionário, ainda há o fato de que alguns irmãozinhos “abençoados” colocarão em prova seu chamado, sua reputação e tudo o que for preciso para cortar suas asinhas.
David Wilkerson escreveu em um antigo livro chamado “Homem, estou cheio de problemas”, o seguinte: através da bíblia e da vida, homens importantes soergueram-se do medo e dos erros, para posições de liderança e de responsabilidade.
Jamais desanime de fazer a obra de Deus por causa de seu passado, ainda que não seja tão passado assim. Lembre-se: “Quando Deus nos chama para sua obra, é capaz de nos trazer de volta para si e nos ensina a transformar nossas derrotas em triunfos. “
Uma mãe ao ver seu filho se afogando, cheia de coragem se lança na água para salvá-lo. Informação que gera coragem e nos leva a agir.
Após alguns meses insatisfeito com meu trabalho, não por causa da quantidade, mas por estar fazendo algo muito diferente daquilo que eu sentia ser o chamado de Deus pra minha vida, resolvi trocar a vida de vendedor de pisos pela de seminarista em um treinamento missiológico de um ano em São José dos Campos.
Antes do fim do treinamento, fui informado da necessidade de missionários na Bósnia, especialmente para trabalhar com jovens e implantação de igrejas e estudos bíblicos. Eu já havia recebido o convite do presidente da missão para trabalhar com ajuda humanitária no nordeste do Brasil recebendo estrangeiros, mas toda vez que eu assistia ao vídeo informativo da missão na Bósnia, algo muito forte me comovia de uma forma inexplicável. Eu simplesmente não conseguia me conter e toda vez que a musica de abertura do vídeo começava, eu caía no choro.
Quando Deus toca nosso coração com amor pela sua obra, este sentimento acaba se tornando mais forte do que qualquer outra coisa. Não se pensa em nada mais, não se deseja nada mais a não ser cumprir este sonho e agradar aquele que nos chamou.
Isso tem muito a ver com o amor de Deus por nós. O amor de Deus nos constrange ao ponto de desejarmos ardentemente retribuir a este amor. Não que ele nos obrigue a isso e nem mesmo imponha algo nesse sentido, pois seu amor por nós é incondicional, mas largaríamos tudo para realizar este propósito.
Vida de missionário começa com uma visão, um sonho que acreditamos ser de Deus. E assim como todo sonho, é cheio de brilhos e conquistas, de vôos altos. Mas logo nos damos conta de que pra voar, é necessário estar com os pés no chão.
Costumo dizer que tem que ser muito insistente para se fazer a obra de Deus transculturalmente, por que são tantas as dificuldades que se levantam e obstáculos, que se você não tem mesmo certeza do seu chamado, provavelmente não irá agüentar o tranco.
Se não fosse apenas a parte espiritual, onde é claro, potestades do mal farão o possível para impedir sua ida ao campo missionário, ainda há o fato de que alguns irmãozinhos “abençoados” colocarão em prova seu chamado, sua reputação e tudo o que for preciso para cortar suas asinhas.
David Wilkerson escreveu em um antigo livro chamado “Homem, estou cheio de problemas”, o seguinte: através da bíblia e da vida, homens importantes soergueram-se do medo e dos erros, para posições de liderança e de responsabilidade.
Jamais desanime de fazer a obra de Deus por causa de seu passado, ainda que não seja tão passado assim. Lembre-se: “Quando Deus nos chama para sua obra, é capaz de nos trazer de volta para si e nos ensina a transformar nossas derrotas em triunfos. “
terça-feira, 23 de março de 2010
1,2,3 TESTANDO...
Todo homem deve fazer alguns testes na vida, pois os testes nos levarão a entender o processo de algumas coisas que nos ajudarão a redirecionar metas e traçar novos planos.
O inventor, por exemplo, de testes em testes vai anulando as falhas e descobrindo após cada teste, uma maneira mais adequada de se chegar ao resultado esperado.
Deus, o criador, também nos prova e nos testa, claro que sempre com a intenção de aprovar.
O salmista pede para ser provado pelo Senhor, "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmos 26:2"
Eu não caio mais no infantil engano de achar que estarei sempre agradando, mesmo quando todos sorrirem para mim. Farei testes sim, pois a vida passa e a luta é de cada um.
Só eu sei o que eu preciso e o que guardo dentro de mim.
"Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio."
"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."
O inventor, por exemplo, de testes em testes vai anulando as falhas e descobrindo após cada teste, uma maneira mais adequada de se chegar ao resultado esperado.
Deus, o criador, também nos prova e nos testa, claro que sempre com a intenção de aprovar.
O salmista pede para ser provado pelo Senhor, "Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. Salmos 26:2"
Eu não caio mais no infantil engano de achar que estarei sempre agradando, mesmo quando todos sorrirem para mim. Farei testes sim, pois a vida passa e a luta é de cada um.
Só eu sei o que eu preciso e o que guardo dentro de mim.
Jamais pensarei que não preciso de ninguém, mas certamente não precisarei de todos.
"Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio."
"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."
1 Corintios 11:18,19
Se Deus me testa, também me dou o direito de fazer alguns testes, para obter o resultado esperado, por Ele.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Momentos e momentos...
É interessante como fomos levados a crer que, para se viver bem, precisamos de dinheiro. Claro que o dinheiro ajuda em muitas ocasiões, não estou dizendo aqui que podemos viver sem ele. O que eu realmente quero dizer é que existem momentos na vida em que o que importa é a nossa atitude.
Por exemplo, ao chegar em um lugar onde alguém não vai muito com a nossa cara, temos a tendência de nos retrair, nos fechar e nos armar contra qualquer ataque. Esta atitude de defensiva acaba por anular quem realmente somos e isso com certeza prejudicará nossa qualidade de tempo naquele lugar.
Uma atitude tanto mental, quanto prática, pode e muito melhorar o ambiente que estivermos. Tudo muda quando o foco dos meus pensamentos não se prende às dificuldades, mas sim em aproveitar aquele momento da melhor forma possível.
Fazer o bem, manter a mente limpa de maus pensamentos, sorrir para a vida, isso tudo nos fará viver melhor e curtir a vida, sem precisar de dinheiro.
Pode acreditar!
Por exemplo, ao chegar em um lugar onde alguém não vai muito com a nossa cara, temos a tendência de nos retrair, nos fechar e nos armar contra qualquer ataque. Esta atitude de defensiva acaba por anular quem realmente somos e isso com certeza prejudicará nossa qualidade de tempo naquele lugar.
Uma atitude tanto mental, quanto prática, pode e muito melhorar o ambiente que estivermos. Tudo muda quando o foco dos meus pensamentos não se prende às dificuldades, mas sim em aproveitar aquele momento da melhor forma possível.
Fazer o bem, manter a mente limpa de maus pensamentos, sorrir para a vida, isso tudo nos fará viver melhor e curtir a vida, sem precisar de dinheiro.
Pode acreditar!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Galho ou raíz?
Algumas pessoas são galhos, outras são raízes.
A raíz tem o dever de manter a árvore, o galho de perpetuá-la.
Como disse o poeta, " As raízes são galhos que penetram fundo na terra. Os galhos são raízes que se estendem para o alto do ar."
Ambas as funções são indispensáveis para que a árvore dê frutos.
Assim somos nós importantes para qualquer organização.
Uns para mantê-la, outros para dar continuidade. Uns para dar firmeza a base e solidificar, outros para edificar, multiplicar.
No fim das contas, tudo é árvore. Todos são importantes, pois qual a função da ávore, senão a de dar seus frutos? E como poderia dá-los sem a ajuda das raízes, ou sem os galhos para conduzir a seiva até suas folhas e frutos?
Seja raíz ou galho, todos fomos chamados a frutificar.
A raíz tem o dever de manter a árvore, o galho de perpetuá-la.
Como disse o poeta, " As raízes são galhos que penetram fundo na terra. Os galhos são raízes que se estendem para o alto do ar."
Ambas as funções são indispensáveis para que a árvore dê frutos.
Assim somos nós importantes para qualquer organização.
Uns para mantê-la, outros para dar continuidade. Uns para dar firmeza a base e solidificar, outros para edificar, multiplicar.
No fim das contas, tudo é árvore. Todos são importantes, pois qual a função da ávore, senão a de dar seus frutos? E como poderia dá-los sem a ajuda das raízes, ou sem os galhos para conduzir a seiva até suas folhas e frutos?
Seja raíz ou galho, todos fomos chamados a frutificar.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Reino de Deus: sua origem, características e seus sinais.
No Judaísmo
O Reino de Deus é freqüentemente referido no Tanakh. Este conceito está muito ligado à crença judaica de que Javé (Deus) iria restaurar a nação de Israel. Aliás, o Reino de Deus foi prometido por Javé ao Rei David de Israel. Também no Tanakh, Javé é apresentado como o verdadeiro Rei de Israel, sobretudo a partir da monarquia, quando são ungidos reis para governarem o povo em nome de Javé. Neste caso o Reino de Deus é mais um reino material com características políticas, ou seja um reino deste mundo, assemelhando-se a uma monarquia teocrática. Porém, depois do Exílio na Babilônia, o conceito de Reino de Deus foi espiritualizado, passando o culto de Javé a ser predominantemente religioso e universal. Esta espiritualização deveu-se muito ao esforço e trabalho de vários profetas judeus.
No Cristianismo
Entre os teólogos cristãos existem conceitos divergentes, mas não incompatíveis quanto ao que é concretamente o Reino de Deus, que podemos sintetizar em três pontos:
· Um governo real e/ou universal de Deus estabelecido no Céu e também na Terra completamente renovada no fim dos tempos, no dia do Juízo final e com existência eterna;
· Uma condição interior de dimensão pessoal, de caráter espiritual, moral, mental e psíquico/psicológico, existente em todos aqueles que estão na graça de Deus e que seguem verdadeiramente a vontade de Deus e os ensinamentos e exemplo de Jesus Cristo;
· A Igreja Cristã.
Pelo menos segundo a doutrina da Igreja Cristã, o Reino de Deus tem simultaneamente uma dimensão pessoal, de caráter espiritual e moral, em cada homem; e uma dimensão universal que se manifestará no fim dos tempos, no dia do Juízo Final, quando tudo se consumirá e estabelecerá uma nova Terra e um novo Céu, onde os justos vivem em Deus, com Deus e junto de Deus. Tal só irá acontecer quando o Reino, que já foi instaurado na Terra por Jesus, já estiver perfeito e suficientemente maduro.Os valores principais do Reino de Deus são a verdade, a justiça, a paz, a fraternidade, o perdão, a liberdade, a alegria e a dignidade da pessoa humana.
Reino de Deus e Reino dos Céus
Enquanto o evangelho segundo São Mateus se dirige aos judeus na maioria das vezes falando em Reino dos Céus, no evangelho segundo São Marcos e São Lucas falam sobre o Reino de Deus, expressão essa que tem o mesmo sentido daquela, ainda mais que inteligível para os que não eram judeus. O emprego de Reino dos Céus, no evangelho segundo São Mateus, certamente é devido à tendência, no judaísmo, de evitar o uso direto do nome de Deus. Na verdade é preciso entender que "Reino de Deus" em sua interpretação direta da palavra nos induz a uma verdade que não pode ser negada: o Reino é de Deus. Esta frase aponta para o Rei (Deus), enquanto a expressão "Reino dos Céus" aponta para a origem do Reino. Portanto em sua interpretação direta da palavra nos induz a uma verdade que também não pode ser negada: o Reino vem dos Céus, querendo isto dizer que o Reino não é feito de políticas nem de relações sociais terrenas. O Reino tornar-se-ia, portanto mais do que numa simples monarquia, mas sim numa grande família de amor onde o Pai (Deus) viverá em, com e junto dos seus filhos (os humanos bem-aventurados) e onde não irão existir mais súditos, governados, nem classes sociais distintas.
Anúncio e características do Reino
O Reino de Deus, que foi inaugurado na terra por Cristo, está destinado a acolher todos os homens, mas foi primeiramente anunciado aos filhos de Israel. Este Reino foi já anunciado por João Batista, que exortou as pessoas a arrependerem-se, porque está próximo o Reino dos Céus (Mt 3,2). Mais tarde, Jesus de Nazaré, o prometido Messias e Salvador da humanidade, foi batizado e Ungido (Lc 3,30-31), começando assim o seu ministério, que se centrou necessariamente em torno do Reino de Deus. Ele instruiu os seus apóstolos a pregar que está próximo o Reino dos Céus. Essas instruções seriam repetidas a todos os seus discípulos, a todos os cristãos (Mt 10,7; 24,14; 28,19-20; At 1,8). A Bíblia inteira gira em torno da vinda do Messias e do Reino do Deus. Por conseguinte, o Reino de Deus, que é uma grande realidade misteriosa, tem um grande sentido profético e missionário na vida da Igreja Cristã.Jesus, através de parábolas, convida todas as pessoas a entrar no Reino de Deus, ou seja, tornar-se discípulos d'Ele, para conhecer os mistérios do Reino dos Céus (Mt 13,11). Segundo o Catecismo da Igreja Católica, Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas. Para os que ficam "de fora" (Mc 4,11), tudo permanece enigmático. Jesus exorta os seus discípulos a buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e sua justiça (Mt 6,33).
O Reino de Deus, que não terá fim e que já está no meio de nós (Lc 17, 21), é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14,17); é o fim último ao qual Deus nos chama; é obra do Espírito Santo; e é também um império eterno que jamais passará e…jamais será destruído (Dn 7,14).Todas as pessoas que querem pertencer ao Reino de Deus precisam de converter-se, de realizar a vontade divina, de ter fé em Jesus e de acolher a sua palavra. De fato, Jesus convida todas pessoas à conversão (um pré-requisito para o acesso ao Reino), a renunciar o mal e o pecado (um grande obstáculo para o acesso ao Reino) e a arrependerem os seus pecados e experimentarem o ilimitado perdão e misericórdia de Deus. Este apelo constitui a parte fundamental do anúncio do Reino de Deus: "Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1,15). Este apelo à conversão é especialmente para os não-cristãos e os pecadores, pois Jesus afirma que não vim chamar justos, mas pecadores (Mc 2,17) e que Deus Pai sentirá imensa alegria no céu por um único pecador que se arrepende (Lc 15,7). Esta conversão e remissão dos pecados (Mt 26,28) só foi possível pelo sacrifício de Jesus, Filho de Deus Pai, na cruz, constituindo a suprema prova do amor que Deus tem pelos homens. Jesus afirmou que não entrará no Reino todo o que não o receber com a mentalidade de uma criança (Mc 10,15), quem não nascer de novo (Jo 3,3), aquele que não faz a vontade de meu Pai que está nos céus (Mt 7,21) e os injustos (1Cor 6,9).Para ter acesso ao Reino de Deus, é preciso passarmos por muitas tribulações (At 14,22) e também cumprir a Lei de Deus, porque aquele, portanto, que violar um só destes menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo [vai] ser chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus (Mt 5,17-19).As Bem-aventuranças, pregadas por Jesus no famoso Sermão da Montanha e que anunciam e revelam aos homens a verdadeira felicidade, são por isso também um grande anúncio da vinda do Reino de Deus através da palavra e ação de Jesus e também do caráter das pessoas que pertencem ao Reino. Jesus exorta as pessoas a seguir este caráter exemplar, para poderem depois entrar no Reino de Deus, ou seja, para obterem a salvação e a vida eterna.Uma vez inaugurada na Terra por Jesus, ninguém, nem mesmo Satanás, consegue travar e impedir a edificação e a realização final e perfeita do Reino de Deus. Mas, este Reino, enquanto não atingir a sua perfeição, é ainda atacado pelos poderes maus, embora estes já tenham sido vencidos em suas bases pela Morte na cruz e Ressurreição de Jesus. Satanás, um ser muito poderoso e maligno, só consegue atrasar a realização final do Reino na Terra, através do cultivo do ódio no mundo contra Deus. Este Reino, para grande desapontamento de muitos judeus da altura, não vinha restabelecer o reinado temporal de Israel e não é um reino deste mundo, ou seja, não é um reino com características políticas, mas sim com características predominantemente espirituais. Resumindo, o Reino de Deus, que cresce como uma semente que Deus coloca no coração de cada homem (dimensão pessoal), é a plena instauração da lei do amor a Deus e ao próximo e terá a sua realização final e perfeita na vida do mundo que há-de vir, na nova Terra e no novo Céu, implantado por Deus no fim dos tempos (dimensão universal).
Sinais do Reino
Jesus operou muitos milagres, prodígios e sinais (At 2,22), que provam que Ele é o Messias anunciado, o Filho de Deus e o Salvador enviado por Deus Pai e que o Reino de Deus está presente n'Ele e já está no meio de nós (Lc 17, 21). A operação destes sinais milagrosos, que pode ser ocasião de escândalo para alguns, tem por objetivo convidar as pessoas a crerem em Jesus e nas suas palavras. Aos que a Ele se dirigem com fé, concede o que pedem. Apesar dos seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns e até acusado de agir por intermédio dos demônios. Jesus, que não veio abolir todos os males da Terra, libertou ainda assim certas pessoas dos males terrestres da fome, da injustiça, da doença e da morte, antevendo assim que, quando chegar na altura da realização final do Reino de Deus, todos estes males irão desaparecer. Aliás, Jesus operou sinais messiânicos veio para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os entrava em sua vocação de filhos de Deus e causa todas as suas escravidões humanas. Os exorcismos que Jesus efetuou libertaram homens do domínio dos demônios, afirmando que se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós (Mt 12,28). Isto prediz também que o advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás e antecipa a grande vitória de Jesus sobre "o príncipe deste mundo".Jesus, embora não curou todos os doentes do mundo, curou ainda assim vários enfermos, incluindo leprosos, que naquela altura eram isolados e altamente discriminados. Estas curas eram sinais da vinda do Reino de Deus e anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte pela Ressurreição de Jesus. Na cruz, Cristo tomou sobre si todo o peso do mal e tirou o "pecado do mundo" (Jo 1,29). A entrada de Jesus em Jerusalém, a Transfiguração e a Ascensão de Jesus são também sinais da vinda do Reino e do começo da consumação do desígnio de Deus sobre a sua Criação (o estabelecimento do Reino de Deus). Resumindo, o Reino de Deus manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo.
O Reino de Deus é freqüentemente referido no Tanakh. Este conceito está muito ligado à crença judaica de que Javé (Deus) iria restaurar a nação de Israel. Aliás, o Reino de Deus foi prometido por Javé ao Rei David de Israel. Também no Tanakh, Javé é apresentado como o verdadeiro Rei de Israel, sobretudo a partir da monarquia, quando são ungidos reis para governarem o povo em nome de Javé. Neste caso o Reino de Deus é mais um reino material com características políticas, ou seja um reino deste mundo, assemelhando-se a uma monarquia teocrática. Porém, depois do Exílio na Babilônia, o conceito de Reino de Deus foi espiritualizado, passando o culto de Javé a ser predominantemente religioso e universal. Esta espiritualização deveu-se muito ao esforço e trabalho de vários profetas judeus.
No Cristianismo
Entre os teólogos cristãos existem conceitos divergentes, mas não incompatíveis quanto ao que é concretamente o Reino de Deus, que podemos sintetizar em três pontos:
· Um governo real e/ou universal de Deus estabelecido no Céu e também na Terra completamente renovada no fim dos tempos, no dia do Juízo final e com existência eterna;
· Uma condição interior de dimensão pessoal, de caráter espiritual, moral, mental e psíquico/psicológico, existente em todos aqueles que estão na graça de Deus e que seguem verdadeiramente a vontade de Deus e os ensinamentos e exemplo de Jesus Cristo;
· A Igreja Cristã.
Pelo menos segundo a doutrina da Igreja Cristã, o Reino de Deus tem simultaneamente uma dimensão pessoal, de caráter espiritual e moral, em cada homem; e uma dimensão universal que se manifestará no fim dos tempos, no dia do Juízo Final, quando tudo se consumirá e estabelecerá uma nova Terra e um novo Céu, onde os justos vivem em Deus, com Deus e junto de Deus. Tal só irá acontecer quando o Reino, que já foi instaurado na Terra por Jesus, já estiver perfeito e suficientemente maduro.Os valores principais do Reino de Deus são a verdade, a justiça, a paz, a fraternidade, o perdão, a liberdade, a alegria e a dignidade da pessoa humana.
Reino de Deus e Reino dos Céus
Enquanto o evangelho segundo São Mateus se dirige aos judeus na maioria das vezes falando em Reino dos Céus, no evangelho segundo São Marcos e São Lucas falam sobre o Reino de Deus, expressão essa que tem o mesmo sentido daquela, ainda mais que inteligível para os que não eram judeus. O emprego de Reino dos Céus, no evangelho segundo São Mateus, certamente é devido à tendência, no judaísmo, de evitar o uso direto do nome de Deus. Na verdade é preciso entender que "Reino de Deus" em sua interpretação direta da palavra nos induz a uma verdade que não pode ser negada: o Reino é de Deus. Esta frase aponta para o Rei (Deus), enquanto a expressão "Reino dos Céus" aponta para a origem do Reino. Portanto em sua interpretação direta da palavra nos induz a uma verdade que também não pode ser negada: o Reino vem dos Céus, querendo isto dizer que o Reino não é feito de políticas nem de relações sociais terrenas. O Reino tornar-se-ia, portanto mais do que numa simples monarquia, mas sim numa grande família de amor onde o Pai (Deus) viverá em, com e junto dos seus filhos (os humanos bem-aventurados) e onde não irão existir mais súditos, governados, nem classes sociais distintas.
Anúncio e características do Reino
O Reino de Deus, que foi inaugurado na terra por Cristo, está destinado a acolher todos os homens, mas foi primeiramente anunciado aos filhos de Israel. Este Reino foi já anunciado por João Batista, que exortou as pessoas a arrependerem-se, porque está próximo o Reino dos Céus (Mt 3,2). Mais tarde, Jesus de Nazaré, o prometido Messias e Salvador da humanidade, foi batizado e Ungido (Lc 3,30-31), começando assim o seu ministério, que se centrou necessariamente em torno do Reino de Deus. Ele instruiu os seus apóstolos a pregar que está próximo o Reino dos Céus. Essas instruções seriam repetidas a todos os seus discípulos, a todos os cristãos (Mt 10,7; 24,14; 28,19-20; At 1,8). A Bíblia inteira gira em torno da vinda do Messias e do Reino do Deus. Por conseguinte, o Reino de Deus, que é uma grande realidade misteriosa, tem um grande sentido profético e missionário na vida da Igreja Cristã.Jesus, através de parábolas, convida todas as pessoas a entrar no Reino de Deus, ou seja, tornar-se discípulos d'Ele, para conhecer os mistérios do Reino dos Céus (Mt 13,11). Segundo o Catecismo da Igreja Católica, Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas. Para os que ficam "de fora" (Mc 4,11), tudo permanece enigmático. Jesus exorta os seus discípulos a buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e sua justiça (Mt 6,33).
O Reino de Deus, que não terá fim e que já está no meio de nós (Lc 17, 21), é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14,17); é o fim último ao qual Deus nos chama; é obra do Espírito Santo; e é também um império eterno que jamais passará e…jamais será destruído (Dn 7,14).Todas as pessoas que querem pertencer ao Reino de Deus precisam de converter-se, de realizar a vontade divina, de ter fé em Jesus e de acolher a sua palavra. De fato, Jesus convida todas pessoas à conversão (um pré-requisito para o acesso ao Reino), a renunciar o mal e o pecado (um grande obstáculo para o acesso ao Reino) e a arrependerem os seus pecados e experimentarem o ilimitado perdão e misericórdia de Deus. Este apelo constitui a parte fundamental do anúncio do Reino de Deus: "Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1,15). Este apelo à conversão é especialmente para os não-cristãos e os pecadores, pois Jesus afirma que não vim chamar justos, mas pecadores (Mc 2,17) e que Deus Pai sentirá imensa alegria no céu por um único pecador que se arrepende (Lc 15,7). Esta conversão e remissão dos pecados (Mt 26,28) só foi possível pelo sacrifício de Jesus, Filho de Deus Pai, na cruz, constituindo a suprema prova do amor que Deus tem pelos homens. Jesus afirmou que não entrará no Reino todo o que não o receber com a mentalidade de uma criança (Mc 10,15), quem não nascer de novo (Jo 3,3), aquele que não faz a vontade de meu Pai que está nos céus (Mt 7,21) e os injustos (1Cor 6,9).Para ter acesso ao Reino de Deus, é preciso passarmos por muitas tribulações (At 14,22) e também cumprir a Lei de Deus, porque aquele, portanto, que violar um só destes menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo [vai] ser chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus (Mt 5,17-19).As Bem-aventuranças, pregadas por Jesus no famoso Sermão da Montanha e que anunciam e revelam aos homens a verdadeira felicidade, são por isso também um grande anúncio da vinda do Reino de Deus através da palavra e ação de Jesus e também do caráter das pessoas que pertencem ao Reino. Jesus exorta as pessoas a seguir este caráter exemplar, para poderem depois entrar no Reino de Deus, ou seja, para obterem a salvação e a vida eterna.Uma vez inaugurada na Terra por Jesus, ninguém, nem mesmo Satanás, consegue travar e impedir a edificação e a realização final e perfeita do Reino de Deus. Mas, este Reino, enquanto não atingir a sua perfeição, é ainda atacado pelos poderes maus, embora estes já tenham sido vencidos em suas bases pela Morte na cruz e Ressurreição de Jesus. Satanás, um ser muito poderoso e maligno, só consegue atrasar a realização final do Reino na Terra, através do cultivo do ódio no mundo contra Deus. Este Reino, para grande desapontamento de muitos judeus da altura, não vinha restabelecer o reinado temporal de Israel e não é um reino deste mundo, ou seja, não é um reino com características políticas, mas sim com características predominantemente espirituais. Resumindo, o Reino de Deus, que cresce como uma semente que Deus coloca no coração de cada homem (dimensão pessoal), é a plena instauração da lei do amor a Deus e ao próximo e terá a sua realização final e perfeita na vida do mundo que há-de vir, na nova Terra e no novo Céu, implantado por Deus no fim dos tempos (dimensão universal).
Sinais do Reino
Jesus operou muitos milagres, prodígios e sinais (At 2,22), que provam que Ele é o Messias anunciado, o Filho de Deus e o Salvador enviado por Deus Pai e que o Reino de Deus está presente n'Ele e já está no meio de nós (Lc 17, 21). A operação destes sinais milagrosos, que pode ser ocasião de escândalo para alguns, tem por objetivo convidar as pessoas a crerem em Jesus e nas suas palavras. Aos que a Ele se dirigem com fé, concede o que pedem. Apesar dos seus milagres serem tão evidentes, Jesus é rejeitado por alguns e até acusado de agir por intermédio dos demônios. Jesus, que não veio abolir todos os males da Terra, libertou ainda assim certas pessoas dos males terrestres da fome, da injustiça, da doença e da morte, antevendo assim que, quando chegar na altura da realização final do Reino de Deus, todos estes males irão desaparecer. Aliás, Jesus operou sinais messiânicos veio para libertar os homens da mais grave das escravidões, a do pecado, que os entrava em sua vocação de filhos de Deus e causa todas as suas escravidões humanas. Os exorcismos que Jesus efetuou libertaram homens do domínio dos demônios, afirmando que se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus já chegou a vós (Mt 12,28). Isto prediz também que o advento do Reino de Deus é a derrota do reino de Satanás e antecipa a grande vitória de Jesus sobre "o príncipe deste mundo".Jesus, embora não curou todos os doentes do mundo, curou ainda assim vários enfermos, incluindo leprosos, que naquela altura eram isolados e altamente discriminados. Estas curas eram sinais da vinda do Reino de Deus e anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte pela Ressurreição de Jesus. Na cruz, Cristo tomou sobre si todo o peso do mal e tirou o "pecado do mundo" (Jo 1,29). A entrada de Jesus em Jerusalém, a Transfiguração e a Ascensão de Jesus são também sinais da vinda do Reino e do começo da consumação do desígnio de Deus sobre a sua Criação (o estabelecimento do Reino de Deus). Resumindo, o Reino de Deus manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo.
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